NÃO PODEMOS E NÃO VAMOS ESQUECER O 31 DE MARÇO DE 1964.(continuação 5)
Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
É  certo que Jango trocou seu Mandato Presidencial pela liderança popular que esperava exercer e que acabou exercida durante muitos  anos pelo seu cunhado não menos populista Leonel Brizola. Tendo ocorrido a fuga de Jango para o exterior na madrugada do dia 02 de abril, o Presidente do Senado Auro de Moura Andrade convocou sessão extraordinária do Congresso Nacional, quando comunicou a vacância da Presidência da Republica, determinando a imediata posse do seu substituto legal, no caso, o Deputado Federal Ranieri Mazzilli, Presidente da Câmara dos Deputados. Terminada a sessão os parlamentares deslocaram-se para o Palácio do Planalto, sendo empossado o novo Presidente. Terminava assim a era João Goulart. Entendo que por tudo o que foi dito não há como negar que as Forças Armadas, particularmente o Exército, foram simples intérpretes da vontade nacional ao deflagrarem a Contrarrevolução.
 Uns poucos trechos destas reportagens já transcritos comprovam tal afirmativa, até hoje negada e decantada pelos comunistas. É importante sabermos que a Contrarrevolução que derrotou de maneira fragorosa e com muito pouco derramamento de sangue aqueles que pretendiam transformar o Brasil em um país satélite da URSS teve vários líderes sérios, responsáveis e patriotas, tanto militares como civis, podendo ser citados entre os militares como os que mais se destacaram os Generais Humberto de Alencar Castelo Branco; Arthur da Costa e Silva; Amaury Kruel; Olímpio Mourão Filho; Luís Carlos Guedes; o Almirante Silvio Borges de Souza Mota e, em particular  o General Emílio Garrastazu Medici, além de muitos outros. Por questão de justiça omitir o fato seria imperdoável por não destacar o posicionamento do eminente General de Brigada Medici, a época Comandante da Academia Militar das Agulhas (AMAN), depois General de Exército e Presidente da República. Por questões facilmente compreensíveis, os cadetes da AMAN pouco acompanhavam a situação política e ideológica do País. No entanto por intermédio do assunto “Guerra Revolucionária” que era ministrado para eles, estes tinham a noção de que algo muito grave pairava no ar. Mesmo assim foram pegos de surpresa com a decisão do General Medici de empregar o Corpo de Cadetes como Vanguarda do II Exército que se deslocava no sentido São Paulo Rio de Janeiro, estabelecendo uma posição defensiva na cidade de Barra Mansa. Porém devido a confiança que os jovens cadetes tinham em seu Comandante tudo ocorreu de maneira disciplinada e coesa, o que trouxe calma aos Cadetes. Na atualidade para os especialistas do assunto não restam dúvidas que a decisão mais do que acertada foi decisiva para que a Contrarrevolução saísse vitoriosa e com um mínimo de derramamento de sangue. Decisão difícil de ser tomada por enviar jovens ainda estudantes para um possível combate de resultado imprevisível. Para este militar de extremo valor para o Brasil as nossas mais efusivas homenagens.
 
E quanto aos líderes civis?  Neste caso podemos citar os Governadores Ney Braga do Paraná; Magalhães Pinto de Minas Gerais; Carlos Lacerda do Rio de Janeiro; Adhemar de Barros de São Paulo e Ildo Menaghetti do Rio Grande do Sul, além de outros. No entanto, posteriormente, a ambição e a vaidade política de muitas dessas lideranças civis as conduziram ao confronto com o regime que se estabeleceu, o que levou a Contrarrevolução a cassar os direitos políticos de algumas delas por tempo determinado.
Aspectos também muito interessante diz respeito as reportagens que, vez por outra, são publicadas afirmando que 31 de Março foi um movimento de preparação interna que contou com o apoio externo dos Estados Unidos das Américas(EUA). São opiniões esparsas sem nenhum dado comprobatório e nem mesmo de convencimento. Pura especulação! Até o momento o que é lícito entender é que os EUA   tinha uma grande preocupação com os acontecimentos que vinham ocorrendo no Brasil. Preocupava-se com os rumos que o Governo Jango tomava e se necessário interveriam sim para impedirem que não acontecesse  no Brasil o que ocorreu em Cuba. Até que provem ao contrário cremos que 1964 teve preparação e execução exclusivamente interna. (continua) 
 

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