NÃO PODEMOS E NÃO VAMOS ESQUECER O 31 DE MARÇO DE 1964 (continuação 8)
        Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
E mesmo com o empenho do Presidente da República que possuía ampla maioria do Governo na Câmara, no dia 12 de dezembro ocorreu a votação para obter a autorização para cassação do mandato do deputado, e o Governo perdeu por 216 a 136 votos, com a contribuição portanto de 76 parlamentares da ARENA, partido do Governo. Após as comemorações pela vitória no Congresso, essas se estenderam ao Hotel Nacional, em clima triunfal pelas ruas de Brasília. Aos gritos, os manifestantes proclamavam o início da queda do governo.
O inconformismo das Forças Armadas foi grande e o Presidente da República Arthur da Costa e Silva que chegava de viagem, apenas recebeu seu Ministro da Guerra para dizer-lhe que não decidiria nada antes do dia seguinte. E no dia posterior decidiu-se pela decretação do AI-5, orientado que fora pela cúpula do Governo.
Hoje muito se fala em “ditadura militar”, “anos de chumbo”, etc. É bom que se diga que ditadura seja ele militar ou civil nunca é boa e por isto mesmo deve ser abominada. Porém, como já afirmamos diz respeito a um Governo cujo todos os poderes estão nas mãos de uma única pessoa. Ora, como já temos conhecimento, no Brasil, em momento algum o Poder Judiciário foi  fechado ou nele houve interferência do Executivo e no Congresso houve interferência por um curtíssimo espaço de tempo.
 
É verdade que vivemos em um regime em que em alguns momentos ocorreram exceções  sempre por muito curto período de tempo. Mas daí a afirmar que vivíamos em uma “ditadura militar” é realmente desconhecer o regime que existiu na União Soviética e que até hoje persiste na Rússia, na China, em cuba e outros países. Ou então é mentir, o que é mais provável, em defesa de uma ideologia que tentou, em três oportunidades anteriores implantar o comunismo no Brasil, sem sucesso, e que seus adeptos continuam tentando até hoje. Quanto ao período que a mídia chama de “anos de chumbo” certamente que existiu. (continua)


 

NÃO PODEMOS E NÃO VAMOS ESQUECER O 31 DE MARÇO DE 1964  (continuação 9)
         Por Aluísio Madruga de Moura e Souza 
         Os “anos de chumbo” que a mídia tanto fala realmente existiu. Mas seria esta a denominação correta? Não sabemos. O que sabemos é que foi um período de emprego da Luta Armada desencadeada pelas organizações terroristas, no qual ocorreu um grande volume  de ações violentas praticas por terroristas brasileiros na área urbana e rural, treinados  no exterior as expensas do Movimento Comunista Internacional(MCI) que enlutou a família brasileira  e que para quem não sabe existe até hoje. Vivíamos um período de Guerra Revolucionária e que não foi iniciado pelo Governo e muito menos pelos Militares. E a estes coube defender a lei estabelecida, as estruturas da ordem legal e a vida de muitos e muitos inocentes. E ninguém consegue combater e conter uma estrutura criminosa que se utiliza de ações violentas sem que empregue outra ação, pelo menos, igual e contraria. Foram vinte anos de Governo da Contrarrevolução de 31 de março de 1964. Vamos a partir de agora fazer uma rápida avaliação deste período, citando momentos difíceis pelos quais ela passou e, ainda, caracterizar que os referidos vinte anos foram altamente positivos para o País.
Como já antecipamos em outra oportunidade, a Contrarrevolução se fez porque aquela foi a vontade da ´população brasileira e porque também existia um anseio de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. E qual é a situação da Democracia no Brasil hoje?
Em 1971, portanto sete anos após 1964, embora ainda persistisse  a existência de ações terroristas em desenvolvimento, o Brasil vivia um período que ficou conhecido como o “milagre brasileiro” e a desordem e corrupção  já estavam sob controle. No início de 1974, as organizações terroristas brasileiras já estavam derrotadas e sem qualquer capacidade de reorganização. Restava então o episódio que ficou conhecido como Guerrilha do Araguaia ou Guerrilha de Xambioá, porém também já bastante combalido e praticamente no seu final.
Acalma tinha voltado ao País. “Os operários trabalhavam em segurança e as pessoas não tinham medo, receio de transitarem pelas vias públicas porque não corriam o risco de serem sequestradas, roubadas ou mortas por bala perdida durante atentados sem mesmo saberem a razão”, afirmava a imprensa. E convivemos com esta realidade. 
Lembremos que em 1979, de forma unilateral de poder,  Governo da Contrarrevolução por intermédio do seu Presidente João Figueredo outorgou a Anistia aos vencidos, em busca do desarmamentos dos espíritos, pela convicção da indispensabilidade da coexistência democrática. Era o indício de que estava finda a Contrarrevolução de 1964. 
O ideal seria que todo este período de intervenção tivesse durado um menor espaço de tempo e se assim não foi muito se deve às próprias organizações de esquerda que não permitiam uma transição pacífica como desejavam as Forças então no Poder. No início a Contrarrevolução enfrentou dificuldades em todos os campos do poder, mas é preciso se dar ênfase a alguns aspectos políticos. O primeiro ocorreu logo após o movimento ter saído vitorioso. Não vamos nos esquecer de que os chefes militares tudo fizeram  no sentido de que Jango permanecesse no poder, ou seja, não desejavam a sua deposição e  nem mesmo a sua renúncia  mas não conseguiram demove-lo de criar a sua república sindicalista. Da mesma forma não desejavam que um dos chefes militares do movimento vitorioso se lançasse candidato a presidente, receosos de que tal fato viesse a abalar a solidez do movimento em questão. Em reunião na residência do então governador Carlos Lacerda, sete governadores de Estado indicaram o nome do General Castello Branco, que contava com franca simpatia de muitos parlamentares. Castello Branco, entretanto não estava interessado em se candidatar. Surgia assim um impasse para a institucionalização do Movimento vitorioso. Na primeira reunião desse grupo com o General Costa e Silva que era o Ministro da Guerra este foi contrário a indicação um militar, tendo  a reunião sido suspensa para prosseguir no dia seguinte.(continua) 

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