NÃO PODEMOS E NÃO VAMOS ESQUECER O 31 DE MARÇO DE 1964(Continuação 10)
        Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
Como previsto no dia anterior Costa e Silva marcou nova reunião para as 18:00hs e, para a surpresa de todos, logo ao inicia-la este informa que havia mudado de opinião e que o novo Presidente poderia ser um militar desde que não fosse ele.
Outro momento de dificuldades está relacionado com a prorrogação da gestão de Castello Branco, prevista para terminar a 31 de março de 1965, data do término do mandato de Jango Goulart. A contra gosto, por questões políticas e pressionado até mesmo pela mídia  Castello Branco teve seu mandato prorrogado  Cita-se como exemplo o que publicou o Jornal do Brasil: “por isto nunca entendemos a atitude do Presidente Castello Branco que, no fundo, mistura o dever de Chefe de uma revolução com os escrúpulos de cidadão, colocando-se contra a prorrogação ou coincidência de mandatos”. Na realidade, seu mandato quando votado foi prorrogado por um total de 301 votos a favor de um total de 388, portanto por ampla maioria. Ao término do mesmo foi eleito presidente, o General Costa e Silva. Este, por vários motivos como já foi verificado acabou por decretar o AI-5 em 13 de dezembro de 1968. Posteriormente, em julho de 1969, portanto  apenas seis meses depois da assinatura do AI-5, Costa e Silva encarregou seu Vice-Presidente, Dr. Pedro Aleixo  para elaborar uma proposta de Reforma da Constituição. Já no final de agosto o povo tomava conhecimento de que a mesma estava pronta e que seria promulgada em 02 de setembro, entrando em vigor no dia 07 de setembro e que no dia seguinte, 08 de setembro do mesmo ano  o Congresso seria reconvocado, demonstração inequívoca de que a Contrarrevolução nunca quis governar sozinha. Porém, a 29 de agosto o Presidente adoeceu e o País viveu um momento extremamente difícil. Assumiu então uma Junta Militar contra a vontade, inclusive, de grande parcela de militares, tudo na esperança de que Costa e Silva viessem a se recuperar. Infelizmente a previsão não se concretizou e, pelo AI-16 de 14 de outubro de 1969, foi determinada a vacância  do cargo de presidente, convocada eleições indiretas e marcado o pleito para 25 e posse do novo Presidente para 30 de outubro, tendo sido suspenso o recesso parlamentar a partir do dia 22 do mesmo mês. A Arena aclamou o novo Presidente e Vice-Presidente, respectivamente, os generais Emílio Garrastazu Médici e Adalberto Pereira dos Santos, enquanto que a oposição representada pelo MDB, em reunião informal, também reconheceu a legitimidade do processo. É interessante verificar em conversas, como  muitos ao retrocederem no tempo perguntam a si mesmos se a Contrarrevolução não permaneceu no poder além do tempo necessário. Outros até com eloquência  de imediato afirmam que sim. Não é o que penso.
 
Certamente se o Movimento tivesse durado um espaço de tempo menor no Poder teria sido bem melhor para o País como um todo e, em particular para as Forças Armadas que teriam tido um desgaste menor em relação a opinião pública, diga-se de passagem, desgaste provocado em muito por brasileiros apátridas. Se este tempo menor não ocorreu em grande parte deve-se a irresponsabilidade e a intolerância das esquerdas que em vez de tentarem chegar ao Poder por meio do voto decidiu partir para atos tresloucados do emprego da Luta Armadas em busca de seus objetivos, contando com políticos corruptos e inescrupulosos. Não fosse isso por certo o Brasil teria retornado à  normalidade política em um menor espaço de tempo, porque este sempre foi o desejo da Contrarrevolução. Naquelas mesmas conversas muitos perguntam se a Contrarrevolução não cometeu erros e qual teria sido o maior entre eles. Ora é claro que sim. E quem não erra? Entendo que possivelmente o seu erro capital foi não ter se preparado adequadamente para desmistificar relatos mentirosos e facciosos em matérias jornalísticas escritas por comunistas notórios, também em documentos de partidos de esquerda e, acima de tudo, não ter se preparado para refutar de maneira inequívoca declarações fantasiosas de militantes esquerdistas. Tivessem os governos da Contrarrevolução escrito e publicado um livro logo ao término do movimento, contando os detalhes de tudo o que realmente ocorreu, principalmente das barbaras ações cometidas pelas organizações citando nomes de seus autores muito das “estórias” que contam hoje como verdade não teriam progredido.(continua)
NÃO PODEMOS E NÃO VAMOS ESQUECER O 31 DE MARÇO DE 1964(continuação 11)
     Por Aluísio Madruga de Moura e Souza 
A comprovação dos principais fatos  ocorridos durante a Contrarrevolução estão contidos nos processos que foram instaurados pelo Supremo Tribunal Militar. Mas não interessa a mídia aparelhada buscar a verdade. A ela interessa sim, valorizar a esquerda que até então estava no poder para não perder do governo a verba de publicidade a milhões mesmo que para isto tenha que negar a verdade, denegrir as Forças Armadas, seus heróis e acobertar a corrupção. Também há os que dizem na imprensa que ao tempo dos governos militares as Forças Armadas aproveitaram a situação para auferirem vantagens o que é uma mentira deslavada. Na realidade o que houve foi a confirmação bastante clara e contundente do dito popular que diz que “ em casa de ferreiro o espeto é de pau”. Na política do pessoal, por exemplo, muitas das vantagens existentes foram cortadas, ainda no Governo de Castello Branco por serem consideradas protecionistas. A  realidade é que as Forças Armadas, em todos os tempos sempre pensaram primeiro no Brasil para depois pensar nelas, o que aliás é lógico, tendo em vista, principalmente, a própria formação de seus componentes, embora sejamos bastante lógicos e coerentes para saber que em toda regra existem exceções.
Finalmente, fazendo uma avaliação a respeito da “abertura política” desde o Presidente Ernesto Geisel que foi quem realmente deu os passos iniciais para tal até o Presidente João Figueredo que foi quem a concretizou verifica-se que esta teria que ter sido realizada porque nenhum governo de exceção dura para sempre. Nem mesmo as verdadeiras ditaduras como é o caso de Cuba com Fidel Castro que já esta em processo de abertura política e de tantas outras que já caíram. 
Enfim é verdadeiro que a Contrarrevolução além do que muitos esperavam, inclusive os militares, mas que fique claro que tal fato ocorreu porque a conjuntura política existente entre 1964 e 1979 assim exigiu.
Embora sendo repetitivo porque já abordamos o assunto anteriormente é imperativo frisar mais uma vez que os militares não desejavam a deposição nem a renúncia de Jango Goulart; inicialmente não queriam que um chefe militar fosse eleito Presidente da República; Castello Branco embora não desejasse, sob pressão aceitou candidatar-se, mesmo assim com a condição de passar a Presidência em 31 de janeiro de 1965, quando terminaria o mandato de Jango; tendo sido eleito com grande maioria insistia em passar a Presidência na data prevista mas viu seu mandato prorrogado pa na data prevista mas viu seu mandato prorrogado para que ocorresse a coincidência de mandato com outros seguimentos da política; Costa e Silva e o seu sucessor o Presidente Garrastazu Médici tentaram fazer a “abertura política e não conseguiram. Os militares e o governo sabiam da importância da realização da mesma o mais rápido possível, porém com segurança para que o País não voltasse rapidamente ao caos anterior o que, aliás, na atualidade se concretizou pela irresponsabilidade das autoridades e políticos corruptos.
Com a volta da  Nação à calma , consequência da vitória das Forças Legais sobre as organizações terroristas foi possível o estabelecimento de uma “abertura” lenta, gradual e segura em 1979 como já afirmamos. Lei que aliás continua sendo aplicada apenas a favor dos terroristas derrotados pelas armas e que no momento estão exercendo um revanchismo a toda prova contra seus vencedores, que os anistiaram ignorando que a Anistia pressupõe esquecimento e que foi decretada para ambos os lados. Enquanto as Forças Armadas estão cumprindo a sua parte enquanto que a outra, de posse do Poder a descumpre totalmente. 
Então fica a grande pergunta. Se estamos na atualidade vivendo e assistindo  a um verdadeiro caos  político, econômico e social com a falência de Estados como o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Espirito Santo, o que seria do Brasil  se ele tivesse caído nas mãos dessa gente despreparada em 1964?(continua)

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