NÃO PODEMOS ESQUECER 0 31 DE MARÇO DE 1964(continuação 13)
Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
Então Castello Branco talvez tenha se arrependido de ter se deixado levar pelo sentimentalismo e não ter nomeado outro ministro para o Exército, logo que assumiu a Presidência, como fizera com os outros  dois ministérios militares. Dera trunfos à chamada “linha dura” e agora tivera que – além de defrontar-se com a fúria de Carlos Lacerda – engolir aquele “sapo” enorme. Sua esperança era que as reformas que empreendera e com a nova Constituição que pretendia fazer votar as coisas seguissem seu rumo normal, sem retrocessos. Deixava um plano decenal para a economia e tinha esperança que as amargas,  mas necessárias sementes plantadas dessem seus frutos e a modernização do País, que iniciara, pudesse superar os ressentimentos e o radicalismo da esquerda que ainda existiam. Estava enganado.

Poucos minutos depois das oito horas, chegava a notícia de que houvera um problema no avião que conduzia o candidato e ele chegaria a Recife por via terrestre. Muitas pessoas que o esperavam começaram a deixar o aeroporto. Nesse momento o guarda- civil Sebastião Tomaz de Aquino viu, “esquecida” a um canto do saguão, uma valise escura e a apanhou para entregá-la no balcão de “achados e perdidos”. Seguiu-se violente explosão que, além da grande destruição das instalações, causou pânico e correria deixando um trágico saldo de 17 vítimas. Ao se dissipar a fumaça da explosão, jaziam mortos no chão do aeroporto o jornalista e Secretário de Governo de Pernambuco Edson Régis de Carvalho e já mortalmente ferido o Almirante da reserva Nelson Gomes Fernandes. O guarda-civil Sebastião – o Paraíba um antigo e popular jogador de futebol do Santa Cruz – teve a perna direita amputada e o tenente coronel da ativa do Exército Sylvio Ferreira da Silva, além de ferimentos generalizados , teve amputação traumática de quatro dedos da mão esquerda”. O acaso, transferindo o local da recepção, impediu que a tragédia fosse maior.

 

“ O criminoso ato de terrorismo foi atribuído, na época, sem provas conclusivas , a militantes do Partido Comunista Revolucionário(PCR) e do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário(PCBR). Hoje, sabe-se que o ato foi obra dos rumos tomado pelo “maoísmo cristão” da Ação Popular(AP). E quem o afirma, baseado em pesquisas e em entrevistas iniciadas em 1979, é Jacob Gorender, um veterano dirigente comunista, em seu livro Combate nas Trevas, cuja primeira edição foi publicada em 1988. Às páginas 122 e seguintes, entre outras coisas, afirma Gorender: ‘Enquanto Herbert de Souza e Jair Ferreira de Sá buscam contatos com Brizola em Montevidéu, Paulo Wright e Alípio de Souza( ex-padre católico) conseguem sair do Brasil e chegar a Cuba onde fazem treinamento guerrilheiro. Em 1965 já é taxativa a decisão da AP de tomar o caminho da Luta Armada. Passando ao terreno prático a AP criou uma Comissão Militar incumbida de ministrar cursos de emprego de armas e explosivos. Membro da Comissão Militar e dirigente nacional da AP, Alípio de Freitas se encontrava em Recife em meados do ano de 1966, quando se anunciou a visita de do General Costa e Silva... Por conta própria, Alípio resolveu promover uma aplicação realista dos ensinamento sobre técnica de atentados. Um dos executores do dito atentado foi Raimundo Gonçalves de Figueiredo, codinome Chico, que viria, mais tarde a ser morto pela policia de Recife em 27 de abril de 1971, já como integrante da VAR-PALMARES e utilizando o nome falso de José Francisco Severo Ferreira, com o qual foi autopsiado  e enterrado. Esse terrorista é um dos radicais que hoje são apontados como tendo agido em defesa da Democracia e cujos “feitos” foram recompensados pelo governo, às custas do contribuinte brasileiro, com indenizações e aposentadorias que poucos trabalhadores recebem, recompensas obtidas ao trabalho faccioso e revanchista  da Comissão de Mortos e Desaparecidos, instituída pela Lei número 9140 de dezembro de 1995. É um dos nomes glorificados no livro DOS FILHOS DESTE SOLO(pág. 445), editado com nosso dinheiro e no qual Nilmário Miranda ex-militante da POLOP e ex-secretário de Direitos Humanos do Governo Lula faz apologia ao terrorismo e a luta armada por meio do resultado dos trabalhos da tal Comissão da qual foi o principal mentor.(continua)

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