Por Aluísio Madruga de Moura e Souza

         Considero importante o leitor tomar conhecimento que as ações de bandidos comuns que assistimos hoje tiveram origem nas ações ignóbeis realizadas pelos nossos criminosos terroristas da década de 1960. Em verdade toda a técnica  adquirida por eles nos campos de instrução dos países comunistas começou a ser transferida ao bandidos comuns no presídio da Frei Caneca no Rio de Janeiro. Neste trecho algumas informações serão superficiais, consequência do passar do tempo, mas que não vão prejudicar o conteúdo do todo.



Vejamos então as origens do consócio terroristas/ bandidos comuns: ainda tenente servia   eu na Polícia do Exército da Vila Militar no /RJ - período 30/10/1967 a 27/06/1969, quando, imagino, meados de 1968, fui chamado ao Quartel General da 1ª Divisão de Infantaria cujo Comandante era o General João Dutra de Castilho. Fui recebido pelo oficial de inteligência da Divisão, coronel Ivo, que me passou  uma carta à ele entregue por uma mãe idosa e chorosa. A carta tratava do pedido de um cidadão preso que solicitava a sua mãe que a entregasse a uma autoridade do Exército porque ele estava marcado para morrer por ação de terroristas. Li a carta, conversei com a senhora realmente bem idosa, criei uma estória cobertura e compareci ao Presídio da Frei Caneca que, a época, reunia a maior quantidade de presos políticos. Em lá chegando encontrei o “João       Cometa” no banho de sol. Já em uma sala comigo e vigiado de longe foi direto ao assunto: “doutor, sou bandido mas no meu meio sou respeitado porque não mato chefe de família, família para mim é sagrada. Interrompi e perguntei, porque “João Cometa”? E a resposta foi direta. Porque sou rápido no gatilho, mas querem me mandar para a Ilha Grande e lá vou morrer. E qual a razão? Os terroristas por terem estudo, por ordem do Diretor do Presídio estão trabalhando na administração e com contado direto com vários presos.      Sou bandido mas sou brasileiro. Estão ensinando técnicas de assalto a bancos, uso de explosivos etc. Ensinam    a técnica e os presos entram com a mão de obra e os recursos obtidos serão divididos. Sou  contra e aqui não tem bandido com coragem para me matar. Meu grupo é grande. Daí “armaram” para me mandarem para a Ilha Grande. Lá eu morro em seguida. Estando aqui eles não vão conseguir o que querem. Retornando fiz meu relatório opinando pela sua não transferência. Após análise concluíram pela não interferência do Exército. “ João Cometa”  foi transferido para a Ilha Grande e em seguida foi assassinado. Ato continuo tivemos o primeiro assalto ao Banco Ultramarino em Copacabana e a comprovação da parceria que certamente perdura até hoje. Os exemplos aí estão. Basta raciocinar.(continua)

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