Por Fabiana Leal - Direto de Porto Alegre
A líder do Psol na Câmara, deputada Luciana Genro, filha do ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que lamenta "que Tarso tenha comprado a versão de Luiz Fernando Corrêa (diretor-geral da Polícia Federal) e que a PF esteja sendo usada para salvar (Daniel) Dantas".
 
 
 

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Nesta terça-feira, o Psol entrará com uma representação na Procuradoria da República para que Corrêa seja investigado sobre a busca e apreensão realizadas na casa do delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha. A ação na casa do delegado aconteceu na madrugada do dia 5 de novembro, dentro do inquérito que apura o possível vazamento de informações na operação da PF. Na ocasião, foram levados equipamentos, como computador e celular, e documentos.

Tarso informou, durante visita à sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, no dia 10 de novembro, que uma equipe de delegados, agentes e peritos da instituição está em São Paulo refazendo todo o inquérito relativo à Satiagraha, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas.

De acordo com Luciana Genro, o partido quer a investigação porque a busca e apreensão, segundo ela, foram feitas sem a autorização do Ministério Público. Anteriormente, o ministro afirmou que a Corregedoria Geral da Polícia Federal cumpriu determinação judicial.

Luciana afirmou que tem "evitado conversar sobre o assunto em família". "Conversei com o ministro. Ele disse que tem inquérito, mas que ele (Protógenes) não seria perseguido. Mas, no nosso ponto de vista, não é o que está ocorrendo", disse a parlamentar.

No dia 13 de novembro, o partido entrou com representação na Procuradoria Geral da República para que sejam investigados os procedimentos adotados pelo delegado Amaro Vieira Ferreira e pelo diretor-geral da Polícia Federal ao pedirem quebra de sigilo telefônico para apurar o possível vazamento de informações na Operação Satiagraha.

Redação Terra

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