Tenente Apollo Miguel Rezk recebendo a DSC
APOLLO MIGUEL REZK - 1º Tenente R2 – Herói da Força Expedicionária Brasileira.
(Rio de Janeiro, RJ, nove  de setembro de 1918 - 1999)
Filho do Dr. Miguel Jorge Rezk, médico, dentista e farmacêutico, e da Sra. Suraya Mussalli Rezk, ambos imigrantes, ele do Líbano e ela da Síria. Estudou no Colégio Pedro II, onde bacharelou-se em 1935. Seu ideal era a carreira militar, mas o sonho frustrou-se ao ser reprovado no exame de saúde para a escola Militar do Realengo. Ingressou, então, na escola Superior de Comércio, onde formou-se Perito-Contador. Posteriormente, concluiu o curso de Ciências Econômicas. Em 1939, foi declarado Aspirante-a-oficial da Arma de Infantaria, pelo CPOR/RJ.
 
 

Com a entrada do Brasil na II Guerra Mundial, o Ten Apollo foi convocado para o serviço ativo, embarcando para a Itália incorporado ao Regimento Sampaio, no 2º Escalão da FEB, agora como 1º Tenente.
 
Em 12/12/1944 em Monte Castelo, comandando seu pelotão, o Ten Apollo conquistou importante posição alemã, após violenta batalha. Pela bravura demonstrada nessa ação, o Ten Apollo foi agraciado com a Medalha "Silver Star", pelo alto comando americano. Entretanto, o Ten Apollo viria a demonstrar novamente sua coragem, determinação e desprendimento quando, em vinte e quatro de fevereiro de 1945, conquistou La Serra, à frente de seu pelotão, atravessando extenso campo minado e sob pesada resistência inimiga.
 
Ferido e em posição vulnerável, conseguiu suportar os contra-ataques dos alemães e, apesar do poder de fogo inimigo, logrou repeli-los e ainda infligir-lhes severas baixas. Por essa magnífica atuação, o Ten Apollo, já no hospital de campanha, ouviu pela rádio BBC de Londres a seguinte notícia:
"O Comando Aliado na Itália resolveu louvar um Oficial da Força Expedicionária Brasileira pelos seguintes motivos: cada ação em combate é um pretexto para evidenciar suas belas qualidades de soldado e sua excelência no comando do pelotão, conduzindo a sua tropa ao objetivo com o exemplo da sua própria coragem.
Conquistou La Serra, em cujas ruínas se manteve até ser evacuado, ainda lutando, algumas horas depois de gravemente ferido. Sua posição estava cercada de metralhadoras inimigas, à esquerda, à frente e à direita, seis ao todo, as mais próximas distavam cerca de 15 metros do objetivo alcançado e, as mais afastadas, 80 metros.
Suportou contra-ataques e esteve cercado durante quase toda a primeira noite. Fez cinco prisioneiros.
Ferido em combate às 23 horas do dia 23, só pôde ser evacuado na manhã seguinte, às 10 horas, devido ao intenso bombardeio da artilharia e morteiros a que estava sujeita a posição. Sua audácia em marchar para o objetivo fixado, que sabia fortemente defendido, completou-se com a decisão de manter o objetivo conquistado.
Mesmo ferido, contra-atacado e cercado, em momento algum pensou em retrair.
Revelou bravura, firmeza e acerto de decisão, excepcional calma em presença do inimigo, exata noção dos seus deveres em combate, a par de elevado sentimento de honra militar e superior capacidade de sacrifício”.
 
Foi condecorado com a Medalha de Campanha, a Cruz de Combate de 1ª. classe, a Medalha de Sangue do Brasil e a Medalha de Guerra, do Governo Brasileiro.
Em virtude de sua destacada ação na batalha de La Serra, o Ten Apollo recebeu do Governo dos Estados Unidos a Medalha "Cruz de Serviços Notáveis", considerada uma das mais importantes condecorações americanas. Foi o maior herói da FEB, na condição de Oficial R/2, sendo um dos poucos combatentes, em todo o mundo, distinguido com tão importante condecoração.
 
Após o término da Guerra, o Ten Apollo prosseguiu em sua carreira militar, sendo promovido a Capitão em três de setembro de 1951. Casou-se com a Sra. Ivette Antunes Rezk, de cuja união teve dois filhos: Nelson e Nádia. Além do Regimento Sampaio, serviu no Batalhão de Guardas quando, por ocasião da inauguração do Panteon de Caxias, em 1949, apresentou a Guarda do então Ministério da Guerra ao Presidente da República, Gen Eurico Gaspar Dutra. Serviu, também, em Curitiba, como Ajudante-de-ordens do Gen Mário Perdigão. Em 1957, foi reformado no posto de Major.
 
Fonte:
TEN REZK. Disponível em: http://www.cnor.org.br/index.php

Comentário do site www.averdadesufocada.com :
      Será que o Presidente  Lula  já ouviu falar nesse herói?
      Será que, em época de inauguração de  tantos memoriais, tantos museus,  não seria o caso de, pelo menos, liberar algum recurso para salvar  das  traças  e cupins a sede da Associação Nacional dos Veteranos da FEB (Força Expedicionária Brasileira), entidade que congrega brasileiros - os nossos pracinhas -, que combateram estoicamente o nazi-fascismo   na Itália, durante a II Guerra Mundial?
     Será que, em época de inauguração e reinauguração de  estátuas; em época de homenagens a falsos heróis; e em época de premiar gente que intentou contra o Brasil, não seria justo homenagear o oficial R2 que continua amando a Pátria, pronto para servi-la, defendendo-a de agressões externas,  tendo como exemplo o  1º Ten APOLLO MIGUEL REZK?
     Presidente Lula,  conheça e prestigie os verdadeiros heróis brasileiros, que, verdadeiramente, lutaram e imolaram-se pelo Brasil.
     Pobre país este, que não honra e cultua os seus melhores filhos... 
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