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Categoria: Diversos
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 Jornal do Brasil - Governos de Israel, Reino Unido e Paquistão mobilizam forças para ajudar resgate e investigação
Diante do mais devastador ataque na Índia nos últimos anos, a comunidade internacional começou a se mobilizar para oferecer ajuda às vítimas e reforço nas investigações. Israel e Paquistão enviaram representantes ontem, enquanto o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pedia melhora na cooperação mundial para lutar com mais garantias contra ações terroristas, no futuro.
– Temos de analisar como se pode melhorar a ação internacional contra o terrorismo – alertou.

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Ontem, o governo indiano culpou "elementos" do Paquistão pelos ataques desta semana em Mumbai, tornando mais nebulosa a perspectiva de paz entre os dois rivais nucleares. O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, disse a seu equivalente paquistanês que os atiradores vieram de Karachi, a maior cidade do Paquistão.

O governo paquistanês, no entanto, rejeitou qualquer envolvimento e, em uma medida inédita, aceitou enviar o chefe de sua agência inteligência militar (ISI) para compartilhar informações com a Índia.

Além de deslocar uma parcela de seus diplomatas na Ásia para a Índia, Israel autorizou a ida de uma delegação dos serviços médicos da Zaka – organização ultra-ortodoxa israelense sem fins lucrativos – a Mumbai para resgatar os sobreviventes, tratar dos feridos e, em caso de morte, reunir pedaços dos corpos atingidos pelas bombas.

O premier inglês ofereceu apoio total ao governo da Índia, para onde viajou uma equipe policial britânica para colaborar nas investigações.

Apesar da cooperação, o primeiro-ministro não quis avaliar as declarações do líder indiano de que os terroristas fazem parte de uma rede estrangeira. Em vez disso, preferiu dizer que "ainda há muita informação que não se conhece" sobre os autores do massacre e suas origens.

 

Relações

Os ataques a dois hotéis de luxo e a outros locais a Mumbai, capital financeira da Índia, ocorrem no momento em que o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, dava passos no sentido de melhorar as relações com Nova Délhi.

Os dois países já travaram três guerras desde sua independência, em 1947. Em dezembro de 2001, estiveram à beira de um novo conflito, depois do ataque de militantes islâmicos contra o Parlamento em Nova Délhi.

O chanceler paquistanês, Shah Mehmood Qureshi, que realiza uma visita à Índia, agendada antes dos ataques, pediu ao país vizinho que não use o caso para fins políticos.