Por Idelina Jardim - Jornal do Brasil
Em vez das constantes operações com fuzis nas mãos, militares em serviço no Amazonas aderiram a um novo instrumento de combate. Desta vez, contra a ociosidade de meninos que vivem à beira da miséria e se tornaram vulneráveis a violência no estado. Jovens, adolescentes e crianças carentes, moradores da periferia de Manaus – que não encontravam uma porta aberta para escapar da criminalidade e almejar os primeiros empregos – expressam agora o desejo incorporação na sociedade por meio do projeto Asas da Bola, que visa proporcionar oportunidade de futuro por meio do esporte, qualificação profissional e educação. Desde 2006, o projeto atende a 240 meninos, a partir dos 6 anos, treinados por atletas reconhecidos. As aulas são dadas na Agremiação de Subtenentes e Sargentos da Amazônia (ASA), clube militar do Exército Brasileiro, que pela primeira vez apóia um empreendimento do gênero.

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– O Exército sempre trabalhou nas comunidades das regiões em que atua, prestando assistência médica, odontológica, entre outros. No momento está apoiando também esta área do esporte – informa o patrono do projeto, general Italo Fortes Avena. – Percebemos que a iniciativa é de alto cunho social.

 

Ensino

A participação é gratuita e está voltada para aqueles que gostam do esporte. Todos devem estar matriculados numa instituição de ensino e comprovar boas notas.

– Não basta jogar futebol, tem que estudar e atingir rendimento escolar – adverte o general Avena. – Os que não fizerem carreira, terão o estudo. É um projeto que pode afastá-los da criminalidade.

Ainda de acordo com o general, o Asas da Bola é financiado por empresas e pessoas físicas. O trabalho foi idealizado pelo primeiro-sargento Aldenir Kniphoff da Rosa, ex-jogador de futebol do Internacional de Porto Alegre. Conta também com o apoio do técnico Edu Lima, que jogou pelo São Paulo, e ainda com o ex-goleiro Cláudio Taffarel, tetracampeão mundial em 2004. Paulo Roberto, ex-lateral direito e campeão mundial com o Grêmio em 1983, e Taffarel, conduzem a carreira dos atletas encaminhados para os clubes brasileiros.

Empresas privadas participam do projeto que já revelou três jovens para o Grêmio de Porto Alegre – pioneiro na descoberta de atletas na Amazônia. Outros quatro jovens também beneficiados pelo Asas estão no Goiás Esporte Clube.

 

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