COLUNISTA MALUQUINHA
Por Marco Balbi
Míriam Leitão, codinome Amélia, foi presa em 1972, junto com o seu companheiro, na cidade de Vitória. Eles eram militantes do Partido Comunista do Brasil, então na clandestinidade. Foram denunciados, julgados, ela absolvida e ele condenado a um ano de prisão.
Foi a sorte deles. Os dirigentes do Partido Comunista do Brasil recrutavam jovens nas grandes cidades, e que nunca haviam carpido um quintal de casa, para que adentrassem na selva da região do Araguaia onde desenvolviam uma área de guerrilha rural com a qual pretendiam implantar uma ditadura do proletariado com a ajuda da Rússia, da China, da Albânia e de Cuba. Poucos retornaram com vida, abandonados à própria sorte. Seus dirigentes cobram até hoje o paradeiro deles. Eles são os culpados. Míriam e seu companheiro, graças a Deus, não precisaram passar por essa experiência.


Míriam dedicou-se ao jornalismo. Tem uma coluna exitosa em jornal de grande circulação nacional com temas de economia, os quais aborda, também, em outras mídias, rádio, televisão aberta e a cabo, internet! De uns tempos para cá ampliou a sua pauta. Se pesquisarmos possivelmente vamos localizar esta mudança a partir de 1989, com a queda do muro de Berlim e a adoção das ideias gramscistas para desenvolver a revolução cultural, modificar o senso da sociedade, obter um consenso e atingir o ápice pretendido. Não o fazendo pelas armas, sendo derrotados, tentam fazer pela conquista das mentes.

E assim começou a atuar em campanhas feministas que logo evoluíram para a pauta da diversidade sexual. As cotas, privilegiando indivíduos da cor negra, a problemática dos indígenas e tudo que a eles diz respeito, quilombolas e, a preferida mundial, o meio ambiente, nada ficou de fora da sua arguta pena ou dos seus ácidos comentários. Assim ela ocupou espaço.

O ranço de haver sido presa durante o regime de exceção fez com que sempre se refira pejorativamente e ataque sistematicamente tudo que diga respeito às instituições militares. A previdência, ou seja, o sistema de proteção social dos militares é o seu carro chefe atual.

Agora ela refere-se de maneira deselegante, para dizer o mínimo, com relação a dois oficiais generais do mais alto posto da hierarquia do Exército Brasileiro, um deles o Comandante da Força. Explora o episódio da palestra proferida pela General Mourão e sua resposta sobre uma “intervenção militar” e a entrevista do General Villas Boas na qual este corrobora a assertiva do Mourão.

Míriam Leitão e muitos outros analistas precisam, com urgência, fazer uma reciclagem das aulas de análise sintática do idioma pátrio para entender com exatidão os conceitos previstos no Art 142 da Constituição Federal. Assim poderão deixar de escrever e falar bobagens.

Divide ainda sociedade em poder civil e poder militar e diz que este estaria chantageando aquele. As instituições brasileiras, seus três poderes em suas três esferas estão seriamente comprometidas pelos criminosos que delas estão se valendo para dilapidar o patrimônio da sociedade brasileira e manter-se no poder a qualquer custo e se locupletar. Mourão fez um chamamento a uma das instituições, o Judiciário. Villas Boas acredita na sociedade brasileira nas eleições de 2018. É o que todos os brasileiros decentes, honestos e trabalhadores desejam.

Míriam finaliza seu ataque com duas grandes bobagens. Uma delas é menosprezar toda o progresso obtido pela sociedade brasileira durante os 21 anos do regime de exceção, afirmando que a Nova República recebeu um país endividado e em inflação galopante. A história explica o porque. Ressalte-se que, em todo o período nenhum governante enriqueceu. Todos foram homens probos e íntegros.

A outra bobagem diz respeito ao pedido de desculpas à sociedade pelas Forças Armadas por conta de “crimes cometidos durante a ditadura”! Se alguém tem de pedir desculpas à sociedade brasileira são justamente os membros das organizações de esquerda que partiram para a luta armada contra o Estado brasileiro, em especial a partir de 1968, para implantar a ditadura do proletariado no modelo cubano ou similar. Retardaram em pelo menos 6 anos, tempo que durou a guerra interna, o retorno à plena democracia. Reúna sua turma do Partido Comunista do Brasil, aliado fiel e de primeira hora do Partido dos Trabalhadores e, em praça pública, convoque a imprensa e faça um mea culpa pelos males que causou ao país, em especial aos 121 mortos pelas ações sanguinárias conduzidas, mortos sem grife sequer citados pela Comissão da Mentira.

Escreva sobre economia Dona Míriam.

P.S. Cora Ronai não tem a mínima noção de quem foi o General Mourão em 1964 e quem é o General Mourão de 2017.

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