A desmilitarização das Polícias Militares só interessa aos criminosos!
Gen Bda Paulo Chagas
Caros amigos
A criação das Polícias Militares remonta ao período colonial e não, como querem fazer parecer os que as querem desmilitarizadas, ao do Regime Militar, durante o qual a luta contra o terrorismo rural e urbano, com a participação significativa das Forças Policiais Militares e Civis, foi vencida com perdas que não chegaram a meio milhar de pessoas em duas décadas – cifra incomparável com as produzidas pela impunidade dos últimos tempos.


Por que então teremos que substituir o que já mostrou e que tem demonstrado no dia a dia do combate ao crime a sua competência, eficiência e eficácia por algo inusitado que visa a complicar-lhe a missão e vulnerabilizar ainda mais as instituições e seus integrantes?

Não me consta que disciplina e hierarquia sejam fatores complicadores para o bom funcionamento e para o controle de qualquer empresa ou instituição, particularmente para as que têm as armas da sociedade como instrumentos de trabalho.

Assim como as FFAA são treinadas para empregar a violência legal do Estado em defesa da soberania e dos interesses nacionais, enquadradas por direitos e princípios morais e éticos que fazem de seus integrantes combatentes e não mercenários, as Polícias Militares são treinadas para empregá-la no enfrentamento de criminosos, em benefício da Segurança Pública, enquadradas pelas leis e pelos mesmos direitos e princípios morais e éticos que fazem de seus integrantes Policiais e não milicianos!

O Brasil vive a pior crise da sua história e deve este fato, principalmente, à permissividade criada por quem dela se tem valido para mater-se fora do alcance da justiça. A desmilitarização das Polícias é, portanto, proposta a ser rejeitada pela vontade nacional, respaldada na competência, no profissionalismo, no comprometimento, nas tradições, na fidelidade à missão, no orgulho e no elevado espírito de corpo das Polícias Militares de todos os Estados brasileiros.

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