CARÊNCIA DE LIDERANÇAS
Carlos Augusto Fernandes dos Santos- Militar Reformado- POA/RS 14/12/2017
A virtuosa medida tomada pelo Marechal Castelo Branco no seu governo ( abril de 1964 a março de 1967), aprovando uma lei no Congresso que limitava o tempo de permanência dos Generais em serviço ativo, teve por objetivo afastar os comandantes militares dos conchavos danosos da política partidária dentro dos quartéis. “As vivandeiras”, mencionadas por Castelo Branco , que visitavam os estabelecimentos castrenses com frequência inusitada, depois de 1964 foram gradativamente sumindo e, com o tempo, desapareceram do cenário político os GENERAIS / ALMIRANTES DO POVO.


Infelizmente, a eficaz medida, ao longo dos anos, tem impedido o aparecimento de lideranças Militares que , como mostra a nossa história pátria, tiveram papel relevante em episódios, desde a formação da nacionalidade até os conturbados dias vividos até 1985, ano em que os Chefes das Forças Armadas recolheram-se às servidões do Castro.
Desconhecer que a nação brasileira, da alvorada de sua existência até hoje, foi marcada por dois símbolos fundamentais- a CRUZ e a ESPADA- é mostrar ignorância ou má-fé. Inúmeros líderes civis, religiosos e militares, através da renúncia, do despojamento e da entrega aos seus ideais, cimentaram os fundamentos dessa nação continente. E , hoje, onde estão esses LÍDERES ? Na iniciativa privada , no setor público- casas legislativas, executivos dos governos estaduais- na lenta e ineficiente justiça em suas diversas instâncias ? Claro que não; as raríssimas exceções são facilmente identificadas por todos os brasileiros conscientes.

No fim de semana passado, um General respeitado por seus pares, mercê de sua brilhante trajetória profissional foi , mais uma vez, afastado das funções que exercia. Que pecado cometeu o indigitado Chefe Militar? Em uma palestra, em recinto fechado, emitiu suas opiniões, alertando oficiais da Reserva – Grupo TERNUMA- sobre os estranhos rumos que , desde 1985, o país vem sendo conduzido. Uma análise irretocável e verdadeira; na palestra MOURÃO disse aquilo que todos os brasileiros conscientes pensam sobre o inaceitável BALCÃO DE NEGÓCIOS – um ESCÁRNIO – que sucessivos governos, principalmente, durante e depois que LULA alçou ao poder, a sociedade estarrecida diariamente assiste. “Tiremos, assim, o sofá da sala; a República às favas”.

Enfim, eis que surge uma liderança. “Habemus um novo LíDER Militar”.

Ouso sugerir neste despretensioso artigo que o General MOURÃO prossiga, na Reserva que o espera ,em sua saga virtuosa.Use sua energia patriótica e lúcida; utilize sua reconhecida competência, para mostrar aos maus políticos o que é conduzir subordinados e compatriotas pelo exemplo que arrasta; empenhe-se e expulse com vigor essa “camarilha nojenta” que, há longos anos , infelicita a nação de TIRADENTES, CAXIAS, JOAQUIM NABUCO, RIO BRANCO e CASTELO BRANCO e tantos heróis anônimos.

Ensarilhe a modéstia , característica do segmento militar; atraque a palamenta e prossiga na prenunciadora trajetória. Haverá , com certeza, um Partido Político que o lançará CANDIDATO ( com C maiúsculo) à Presidência da República. É o que esperam os brasileiros !

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