O SABIÁ COMBATE GRAMSCI E CRIMINOSOS
 “A Instituição será maculada, violentada e conspurcada diante da leniência de todos aqueles que não pensam, não questionam, não se importam, não se manifestam
Gen Marco Antonio Felicio da Silva - 28/02/2018
 A Ciência Política, dentre outras conceituações, conceitua Política como a arte de estabelecer objetivos e a Estratégia como a arte das ações que permitirão atingir tais objetivos.
Temos políticas de naturezas diferentes, como as partidárias, enfocando fatos circunstanciais que se assemelham às nuvens (dizia Magalhães Pinto) num céu com ventanias: transformam-se e mudam de lugar a cada instante.

Há que acompanhar tais transformações adequando o planejamento respectivo. Prioridades e urgências, também, sofrem alterações. Permanece a regra da Engenharia Militar : Quando tudo é urgente, prevalece a prioridade mais importante.

No descalabro em que País se encontra, creio que as nossas instituições, apodrecidas, com alguns pontos fora da curva, somente serão reconstruídas por meio de uma intervenção militar. Esta seguida da adoção de nova Constituição, coerente com o Caráter Nacional, privilegiando mais deveres do que direitos, Educação, Saúde e Ciência e Tecnologia. Nova Democracia na qual a tolerância e a impunidade com a criminalidade serão iguais a zero. As Forças Armadas (FFAA) representarão o “Poder Moderador” que nos falta.

Tão logo a limpeza geral do PAÍS se concretize, que se convoquem eleições gerais, respeitando-se capacidade e ¨Ficha Limpa¨.

Dentre os possíveis cenários, considero esse prioritário. Deve estar acima de quaisquer interesses.

Se tivermos eleições em 2018, não teremos a limpeza e reconstrução de que o País necessita urgentemente, pois, creio, neste caso, no agravo da atual crise. Lulopetistas e marxistas/gramiscistas remanescentes, continuarão dominando os movimentos sociais, parte das editorias dos meios de Comunicação Social, o ensino em todos os níveis, fortalecidos com a volta da Teologia da Libertação e das comunidades eclesiais de base, por todo o Brasil. Instabilidade geral, violência e insegurança continuarão como caldo de cultura.

Enquanto isso, como dizia o General Sérgio de Avelar Coutinho, as FFAA continuarão sendo “domesticadas”, submetidas a autoridades civis desqualificadas, em processo de autofagia militar, embora carreguem a missão de defender a Nação. Processo esse bem caracterizado no período FHC/Lula/Dilma, recebendo afrontas em silêncio, convalidando práticas inaceitáveis e com baixo perfil. A enfatizar, a “Lei da Anistia”  e a “Comissão da Mentira” estão, irresponsavelmente, sendo recolocadas em pauta.

Hoje, aceitar, em nome de uma capenga Democracia, reconstrução nacional pelos mesmos que se locupletaram da destruição do Brasil e colocaram a Nação, detentora da Soberania Nacional, a mercê de criminosos, é inaceitável.

A parcial intervenção militar no RJ, tendo as ações de combate limitadas pela natureza da área de operações e pela população que a habita (vivemos uma guerra), agravadas pela falta de planejamento, legislação e de recursos adequados, se compara ao mergulho das FFAA num rio como ¨boi de piranhas”, respondendo a interesses políticos pessoais e de grupos.

Não se trata da falta de necessidade ou de competência militar. A primeira de há muito se faz necessária. A última está sobejamente comprovada, incluso, internacionalmente.

Trata-se, tal intervenção, da maneira como foi decidida, de uso político e criminoso das FFAA.

Como dizia o saudoso General Coutinho, não podemos, calados, deixar de contribuir como o Sabiá ao levar, no bico, água para apagar o fogo que desgraça a imensa floresta.

 *Marco Antonio Felício da Silva – General de Brigada, Cientista Político, ex-Oficial de Ligação ao Comando e Armas Combinadas do Exército Norte Americano, ex-Assessor do Gabinete do Ministro do Exército, Analista de Inteligência.

Adicionar comentário

Código de segurança
Atualizar