Pelos serviços prestados a Temer, Segovia vai para a Itália, ganhando em dólares
Temer presenteou Segovia com uma sinecura
Karla Gamba - O GloboO presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira que o ex-diretor da Polícia Federal Fernando Segovia, demitido na terça-feira, irá atuar como adido especial em Roma, na Itália. A declaração foi dada durante uma entrevista, concedida à Rádio Jovem Pan. “Ele fez um trabalho muito correto, muito adequado, mas o que eu quis evidenciar é que o ministro da Segurança montaria a sua equipe, e eu dei autonomia para isso. Ademais, não houve uma dispensa, houve um ajustamento. O Segovia irá para Roma, numa adidância especial na Itália, creio que em julho ou em agosto” — afirmou Temer.

O presidente negou que a permanência de Segovia ao cargo tenha sido motivada por questões políticas e disse que a indicação de Rogério Galloro, novo diretor da PF, foi “meramente profissional”.

SEM INFLUÊNCIA? – “Houve zero de conotação política. O nome dele (Segovia) foi trazido por cinco ou seis associações da Polícia Federal. Não houve influência nenhuma, assim como agora na nomeação de Galloro” — disse Temer.

Durante a entrevista o presidente disse que a reforma da Previdência não foi “sepultada” e que não seria improvável se, entre setembro e outubro, a intervenção tiver atingido seus resultados, ela possa ser revogada para a votação da reforma:

“A reforma da Previdência não foi sepultada, ela foi retirada da pauta legislativa. E pode observar que nas próximas eleições não haverá nenhum candidato que não vai ser questionado sobre ela, então ela vai ficar na pauta política. Se esse governo não fizer, um próximo governo terá que fazer. E não é improvável se até setembro e outubro a intervenção já tiver atingido seus resultados, eu possa cessar a intervenção e aprovar a reforma” — afirmou Temer.

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