A verdade se assemelha a um chicote, instrumento que golpeia e faz andar a carruagem. O país está moralmente moribundo pela má qualidade dos seus políticos sendo imperativo um saneamento.
Mourão cumprimenta Comandante do Exército, Eduardo Villas-Bôas, na saideira do serviço ativo
Por Jorge Serrão - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Comandante-em-chefe das Forças Armadas, o Presidente Michel Temer tomou uma violenta pancada verbal do General de Exército Hamilton Mourão – durante e depois da cerimônia oficial de saída do militar do serviço ativo para a reserva. Temer adoraria e tem plena condição institucional para pedir uma punição contra Mourão. Só falta coragem ao Presidente e disposição do seu ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, de aprovar a “vingança”.


Mourão foi direto na crítica: “As pessoas hoje entram na política não para servir, mas para ser servido, esse é o recado — disse, em referência ao seu discurso. Se nós não mudarmos a moral do nosso regime, nosso país não vai ter futuro”. Mourão pregou que a solução para o regime político passa pelo voto da população e pelo Judiciário que, na visão dele “tem que fazer o papel dele e expurgar da vida pública aquelas pessoas que não tem condições dela participar”. Mourão incluiu Temer na bronca.

Ficou claro que Mourão sai da ativa do EB para mergulhar na campanha presidencial de Jair Bolsonaro – que já aparece na dianteira de muitas pesquisas eleitorais. O problema é se apenas adianta apoiar Bolsonaro, e apostar em eleições inseguras e fraudávei, antes de limpar a casa e adequar as instituições, sem realizar a necessária, urgente e imprescindível “Intervenção Institucional.

O recado de Mourão foi dado hoje cedo logo após a sua cerimônia de despedida do Exército, realizada nesta manhã no Salão de Honras do Comando Militar do Exército. A tendência é que Temer nada faça por temer (desculpe o trocadilho infame) uma reação mais dura das Legiões.

Também estã claro que, com a Intervenção Federal no Rio de Janeiro, os militares estão fazendo aproximações sucessivas. Na avaliações de oficiais da ativa, na reserva ou reformados, a “conjuntura nacional está caminhando a nosso favor.

A guerra de todos contra todos vai esquntando... É General contra o "Comandante Temer"... É Gilmar Mendes x Luís Roberto Barroso... E por aí vai...

Mourão diz que intervenção é 'meia sola' e Braga Netto um 'cachorro acuado'. Sobre Temer: "judiciário tem que expurgar"

Interventor no RJ é ‘cachorro acuado’, diz general Mourão
Após cerimônia que marcou sua ida à reserva, militar classificou intervenção como 'meia-sola', declarou que pode auxiliar Bolsonaro e elogiou torturador.

Cerimônia em homenagem ao general do exército, Antônio Hamilton Martins Mourão, em Brasília
28/02/2018 (Pedro Ladeira/Folhapress)
Estadão Conteúdo
Após a cerimônia que formalizou a sua ida para a reserva, nesta quarta-feira, 28, o general Antônio Hamilton Mourão fez críticas à intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro e à classe política, disse estar disposto a auxiliar na campanha do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) à Presidência e elogiou um torturador do regime militar. Mourão ficou conhecido por, entre outras polêmicas, defender intervenção militar no país. O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, participou da cerimônia.
“O general Braga Netto (interventor no Rio) não tem poder político, é um cachorro acuado e não vai conseguir resolver dessa forma”, disse Mourão a jornalistas. “É uma intervenção meia-sola”, emendou ele, acrescentando que todos os integrantes do governo fluminense, incluindo o governador do estado, Luiz Fernando Pezão, também deveriam ser afastados. “Se é intervenção, é intervenção. Já que há o desgaste, vamos nos desgastar por inteiro”, afirmou.
Questionado se achava que a intervenção não daria certo, Mourão respondeu: “poderemos até reorganizar a Segurança Pública, que é a tarefa principal. O Rio de Janeiro é o estado do crime organizado. Tem o colarinho branco e o ladrão de celular, e os dois níveis estão representados”.
O general disse ainda que não será candidato a qualquer cargo nas eleições de outubro, mas apenas à presidência do Clube Militar. Mourão prometeu, contudo, ajuda em ações de planejamento à candidatura de Jair Bolsonaro. “Se tiver que subir no palanque, eu subo”, disse o agora general da reserva.

Política
Para Antônio Hamilton Mourão, o “quadro político-partidário é fragmentado”. “Não sou melhor do que ninguém, mas falta substância aos partidos. O único capital que tenho é o moral. E a estrutura hoje mostra a fragilidade do regime que vivemos”, avaliou. Ele prosseguiu dizendo que a moral e a virtude foram “enxovalhadas”. “As pessoas entram na política não para servir, mas para se servir. Esse é o recado. Se não mudar, esse país não tem futuro”, declarou.
O general reformado disse ainda que o “Judiciário precisa fazer o papel dele e expurgar da vida pública pessoas que não têm condições de dela participar”, acrescentando que esse entendimento inclui também o presidente Michel Temer (MDB). “Inclui o presidente da República, sim”, completou.
No seu discurso de despedida, Mourão também elogiou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, responsável pelo DOI-Codi entre 1970 e 1974 e reconhecido pela Justiça brasileira como torturador. “É herói”, classificou.
Presente à cerimônia de despedida de Mourão, o comandante do Exército, Villas Bôas, defendeu regras de engajamento claras da tropa durante as ações de intervenção no Rio de Janeiro. “São fundamentais”, dizendo que cabe aos órgãos da Justiça e do Ministério Público darem respaldo a essas ações. “O Exército é uma instituição democrática, que tem um histórico de preocupação de Direitos Humanos, sem que haja qualquer tipo abuso em relação à população”, destacou.

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