Caros amigos e amigas (repassar à vontade),
General Bda Luiz Eduardo Rocha Paiva
Estão bem claros os propósitos da intensiva da Rede Globo em esquentar o noticiário com matérias sobre o combate à luta armada: o primeiro é neutralizar o crescente anseio por uma intervenção das FA no processo político que ameaça levar o país ao caos; o segundo é deter a ascensão da candidatura de Bolsonaro à presidência da República.
Quanto à matéria de hoje, convém destacar que o caso Rio Centro fora reaberto em 1998, se não me engano, e arquivado por estar coberto pela anistia. Não a de 1979, mas a de 1985, que poucos têm conhecimento. Leia o texto a seguir, que já coloquei em antigos artigos por mim escritos.

"Como disse o Ex Ministro do STF, Eros Grau, em seu relato na sessão do STF que confirmou a anistia de 1979, a anistia de 1979 foi reafirmada e ampliada pela EC Nr 26 / 1985, que convocou a Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a CF de 1988 - como se verifica a seguir:
'EC Nr 26/85: Art. 4º; § 1º É concedida, igualmente, anistia aos autores de crimes políticos ou conexos, e aos dirigentes e representantes de organizações sindicais e estudantis, bem como aos servidores civis ou empregados que hajam sido demitidos ou dispensados por motivação exclusivamente política, com base em outros diplomas legais'. O caso Rio Centro foi em 1981, portanto foi anistiado em 1985 .
Seguem ideias que usei em diversos debates em que tomei parte. (Gen Bda R1 Luiz Eduardo Rocha Paiva)
INVENTAM AGORA QUE TORTURA ERA POLÍTICA DE GOVERNO

Tortura existia antes, continuou havendo no regime militar e continua existindo hoje, em pleno estado democrático de direito.
O número de torturados no regime militar era de 1.918 (Livro "Tortura Nunca Mais" - 1985 - da própria Arquidiocese de SP - D. Paulo Evaristo Arns), antes da Lei de Indenizações. Depois da Lei de Indenizações (1995), a lista saltou para 20.000. Estranha coincidência!

Na hipótese de 20.000, seriam menos de três torturados por dia em todo o Brasil, nos 20 anos do regime militar. Ora, neste momento há muito mais gente sendo torturada nos presídios de todo País.
A Pastoral Carcerária do RJ fez um Relatório em 2010 onde consta que:
“Depois de 25 anos do final da ditadura militar a tortura ainda continua no Brasil. (diz) que a tortura é uma prática generalizada e os principais agressores são policiais e agentes penitenciários”.

Diferente de muitos militantes da luta armada, essas vítimas não são da elite intelectual nem defendem a ideologia marxista. Por isso, não têm a solidariedade da esquerda incoerente e hipócrita e nunca serão indenizadas.
O Estado só atua quando a mídia cobra providências, mas se o assunto sai da pauta volta tudo a ser como antes.
Portanto, nunca foi nem é política de governo, mas sim a permanente omissão e vista grossa de antes, durante e depois do regime militar.

UMA GUERRA REVOLUCIONÁRIA DEVE SER CORTADA NA RAIZ


Fui observador militar da ONU em El Salvador, onde em 12 anos de luta armada houve 75 mil mortos, 400 mil deslocados de suas terras e um milhão de refugiados nos EUA. Todo esse drama num País com sete milhões de habitantes e do tamanho de Sergipe.
Na Colômbia, são mais de 200 mil mortos, em décadas de conflito.

Alguém aqui preferia estar na situação da Colômbia? Preferia ter vivido o drama da América Central, Peru, Argentina, Uruguai e Chile? Todos com milhares ou dezenas de milhares de mortos?
Já pensaram que seus filhos poderiam estar combatendo ao invés de estar estudando ou vivendo em paz com suas famílias?

Queriam estar vivendo em um regime como o de Cuba ou da Venezuela, como era e é o objetivo da esquerda socialista?

O Brasil, ao cortar o mal na raiz, escapou desse destino infeliz. Foram cerca de 436 mortos em confrontos nas áreas urbanas e rurais, sendo cerca de 300 da esquerda armada. Um alto custo para poucas famílias, mas muito baixo para a Nação. E ainda acusam o regime militar de genocida!
A ação do Estado não era simples paranoia, ainda que houvesse exageros, pois o risco de uma sanguinária guerra civil revolucionária não permitia relaxar na segurança.

DH são apenas um véu. Na verdade, os socialistas querem imobilizar as FA, a fim de facilitar a estratégia gramcista de controle da sociedade para tomar o poder. Essa estratégia está no Programa Nacional de DH 3 (2009).

O CONFLITO IDEOLÓGICO É CHAMADO DE “GUERRA SUJA”
E a Guerra Fria importou esse tipo de conflito para toda a AL. “Guerra Suja” porque se caracteriza pela extrema e mútua brutalidade, cenário favorável à ação atroz de extremistas e psicóticos à direita e à esquerda.
Em todos os casos históricos, a guerra contrarrevolucionária foi violenta. Mas nenhuma foi menos traumática do que a brasileira.
Mesmo assim, se desfiarmos o novelo de maldades feitas por ambos contendores, passaremos o debate inteiro espremendo sangue.
Toda guerrilha começa fraca, mas sempre é violenta.

Se conquistar o apoio e controlar a população, irá se fortalecer e escalar a brutalidade, podendo estender o conflito por décadas.
No final, se o socialismo conquistar o poder patrocinará um banho de sangue como foi nos países onde venceu.
No Brasil, havia um “Centrão Democrático”, onde estavam o governo e a oposição legal, ambos querendo paz e redemocratização.
À direita do governo e à esquerda da oposição havia extremistas que cometeram violações.

A descentralização, amplitude, capilaridade e a dinâmica das ações dificulta o controle do pessoal, na “Ponta da Linha” de ambos os lados, na chamada “Guerra Suja”.
Não defendo crimes hediondos de nenhum dos dois contendores, mas sim a Lei de Anistia como foi promulgada em 1979 e o conhecimento imparcial da verdade, que é como não fez a Comissão da Omissão da Verdade.

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