Gleisi: denúncia é perseguição a PT e a candidatura de Lula
Supremo vai julgar denúncia contra a senadora, ex-ministro Paulo Bernardo e um empresário
Daniel Weterman - 19 JUN 2018
No dia em que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo e o empresário Ernesto Kugler, nesta terça-feira, 19, a parlamentar divulgou um vídeo para se defender das acusações. Ela classificou a denúncia como "mais um capítulo" de uma perseguição da Lava Jato contra o PT e contra a tentativa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Operação, ser candidato ao Palácio do Planalto. A parlamentar ainda citou que há "danos irreparáveis" à sua imagem e à família.

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De acordo com a denúncia que será julgada no STF, o trio recebeu R$ 1 milhão do esquema de corrupção instalado na Petrobras. Os recursos teriam sido direcionados para a campanha de Gleisi ao Senado, em 2010. No vídeo, a presidente do PT classifica a denúncia como "absurda" e uma "história sem pé nem cabeça".


Segundo ela, a acusação faz parte de uma "tentativa da Lava Jato" de atacar o PT. "Hoje eu sou alvo e tenho certeza que é por eu ser presidente do Partido dos Trabalhadores e por defender o presidente Lula e a sua candidatura pelo bem do Brasil", diz Gleisi. Quando a denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República, em maio de 2016, no entanto, a senadora ainda não era presidente do partido.

Ao se defender das acusações, a dirigente petista diz que os investigadores "fizeram e refizeram" delações e "foram ajeitando até formar um roteiro" contra ela. Ela falou que nunca conheceu o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e nem o doleiro Alberto Youssef, que fizeram delação premiada e a citaram.

A petista se defende dizendo que, em 2010, não tinha função pública e não poderia utilizar nenhum cargo público para beneficiar empresas no governo. Ela ainda alega que sua campanha ao Senado foi superavitária e teve as contas aprovadas na Justiça Eleitoral.

Gleisi aponta que Antônio Pieruccini, outro delator, e Youssef têm o mesmo advogado, "o tal Figueiredo Basto", que, segundo ela, teria sido assessor do governo do PSDB no Paraná e mantido "relação estreita" com o juiz federal Sérgio Moro.

A senadora diz que ela e sua família vivem "sob o peso de acusações falsas" e que o dano não pode ser reparado. "Nada vai reparar o sofrimento da minha família, dos meus companheiros, de amigos, os danos da minha imagem pública e política. Mas agora o STF vai ter a oportunidade de examinar a minha defesa [...] fazendo prevalecer a verdade e a Justiça".

STF julga Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo
Sessão está suspensa para um breve intervalo.

RESUMO
Julgamento da senadora e do ex-ministro ocorre na Segunda Turma
Acusação diz que eles receberam R$ 1 milhão desviados da Petrobras
Defesa do casal nega
PRINCIPAIS MOMENTOS
Resumo da sessão até agora

Advogado apresenta defesa de Gleisi Hoffmann

Advogado fala em nome da Petrobras

Procurador da PGR fala sobre acusações

Relator Luiz Edson Fachin apresenta o resumo da acusação

Veja mais principais momentos
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G1 - Política

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Antes do intervalo, o advogado José Carlos Cal Garcia Filho, da defesa de Ernesto Kugler Rodrigues, apontou contradição nos depoimentos. Disse que não há prova de recebimento do dinheiro e que ele não pode ser acusado por corrupção passiva pois não era agente público. #


Após a volta do intervalo, o julgamento será retomado com o voto do relator, ministro Luiz Edson Fachin. Em seguida, votará o ministro revisor do caso, Celso de Mello. Depois, votam Dias Toffoli, Gilmar Mendes e, por último, Ricardo Lewandowski, presidente da turma.

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