"Tragédia previsível
A catástrofe do Museu Nacional atinge a memória nacional, afeta a área científica e representa um prejuízo cultural enorme. E reforça a necessidade de governos, políticos e sociedade fazerem escolhas
G1 - POR EDITORIAL 03/09/2018 
Não é um desastre qualquer a destruição pelo fogo do Museu Nacional, no Rio, instituição de 200 anos, abrigo de um acervo de 20 milhões de peças, recolhidas a começar pela própria família real, que teve no prédio incendiado a sua residência oficial.
A dimensão da catástrofe é ampla: atinge a memória nacional, devido à perda de importante acervo histórico; afeta a área científica, por interromper e pulverizar pesquisas, e representa um prejuízo cultural impossível de ser quantificado. Mas sabe-se que é enorme. A impossibilidade de a população em geral e, em particular, estudantes e pesquisadores, terem acesso no país a registros da história da nação e da própria Humanidade é um empobrecimento sério no campo da cultura."...

Observação do site www.averdadesufocada.com :
O Museu precisava de R$ 600 mil  ao ano para sobreviver. O governo Federal e a classe artística tinham outros planos . Vamos lembrar para onde vai o dinheiro da cultura no Brasil:

Documentário que contará a história  e a vida de José Dirceu - R$ 1.526.536,35
Turnê Luan santana : Nosso Tempo é Hoje Parte II - R$ 4,1 milhões
Turnê Detonautas - R$4,1 milhão 
Show Cláudia Leite - R$ 5, 8 milhões 
Filme Brizolla, tempos de luta e exposição  Um brasileiro chamado Brizola - 1, 9 milhão
Queermuseu- R$ 800mil
Museu Lula 7,9  milhões
Fotos de Chico Buarque - R$ 414 mil
Post de Alex  Guttenberg no Face Book)

É por essas e outras,  que apesar de ter tanto dinheiro  arrecadado do trabalhador usados em coisas menos necessárias que as prioridades vão ficando para trás, como este caso do MUSEU NACIONAL . 

"Por mais óbvio que seja, deve-se enfatizar a necessidade de governos, de políticos e da própria sociedade aprenderem com a tragédia. Mais uma neste setor. A coincidência da campanha eleitoral dá oportunidade de o assunto ser discutido, embora também possa ser utilizada para manipulações típicas de candidatos em busca de votos.

A reclamação da falta de recursos para museus e outras instituições públicas da área cultural é conhecida. E justificada. Mas não se trata de uma particularidade deste segmento do Estado, pois o país enfrenta grave crise fiscal. É bastante provável que o incêndio sirva de argumento a candidatos para pregar o fim do teto dos gastos públicos, tema da campanha.

Mas, sem o combate aos déficits, recursos ficarão ainda mais escassos por força da volta da inflação e da queda na coleta de impostos provocada pela inexorável recessão, causada pelo retorno à irresponsabilidade fiscal desvairada. No campo do aprendizado, ainda está viva a lição da crise aguda de 2015/16, cuja origem foi esta.

A tragédia do Museu Nacional reforça a necessidade de governos, políticos e sociedade fazerem escolhas. É indiscutível que os diversos acervos da história nacional, de sua cultura, precisam ser protegidos. Para isso, é necessário dinheiro, mas, antes de tudo, consciência da importância da Cultura, da Ciência e da História. Num Orçamento trilionário como o brasileiro é possível encontrar os recursos para isso, mas só se houver o entendimento de que há muito dinheiro mal gasto pelo Estado.

Esoera-se que a evidente necessidade de acervos públicos serem protegidos ajude na pressão para que, a partir do próximo governo e da próxima legislatura, a política de gastos públicos seja revista e reformas urgentes, como a previdenciária, realizadas.

A degradação do Museu e enfim a sua transformação em cinzas, um desastre previsível, são um estridente alerta para a urgência da revisão das prioridades orçamentárias, concentradas em despesas de custeio.

A tragédia da Quinta da Boa Vista não pode ser em vão."

Estamos de luto , o Brasil e a humanidade clamam por justlça!... Apurem os culpados de tanta omissão!!!.

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