Após cirurgias, Bolsonaro deve ficar fora de "agendas de rua" no primeiro turno
Ricardo Brito - 13 /09/2018
A mais recente intervenção cirúrgica no candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, consolidou a avaliação entre aliados de que o líder das pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto deve ficar fora de "agendas de rua" ao menos no primeiro turno da campanha, disseram à Reuters pessoas próximas a ele.
'Não temos essa capacidade de levar milhares às ruas', diz Major Olímpio

Adriano Machado - Reuters 05/09/2018
O candidato do PSL voltou para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na madrugada desta quinta-feira, após passar por cirurgia de emergência na noite de quarta-feira, segundo o hospital Albert Einstein. Na quinta-feira passada, ele foi esfaqueado na barriga em um evento de campanha em Juiz de Fora (MG) e busca se recuperar das lesões do atentado.

Até o momento, não há nenhuma informação sobre possibilidade de alta de Bolsonaro e o momento em que será liberado para retomar atividades de campanha. Aliados disseram categoricamente à Reuters que a equipe médica e não o calendário eleitoral vai ditar a volta do candidato do PSL à corrida eleitoral.

O coordenador da campanha de Bolsonaro em São Paulo, o deputado federal Major Olimpio, admitiu à Reuters que o candidato do PSL estará fora da campanha na rua no primeiro turno.

"Minha avaliação é que, para esses atos que é o contato com massa, povão, não vejo essa condição física de fazer isso em primeiro turno", disse Olimpio, ao considerar que não vê problema de ele filmes ou faça lives (gravações ao vivo) para serem divulgadas nas redes sociais, o principal meio de veiculação de campanha de Bolsonaro.

"Quem vai dizer o que o Bolsonaro vai fazer é o médico, não é o calendário eleitoral, nem marqueteiro", disse o deputado federal, que esteve na manhã desta quinta no hospital para obter detalhes sobre a recuperação do presidenciável. Olimpio é candidato a senador pelo PSL.

Mais cedo, também em entrevista à Reuters, o candidato a vice na chapa de Bolsonaro, o general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB), reconheceu também que a nova cirurgia a que foi submetido o presidenciável vai atrasar o retorno dele às atividades de campanha, mas não quis precisar se isso pode ocorrer antes do primeiro turno, em 7 de outubro.

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