Governo Lula - 2º mandato e a sucessão
O1/01/2007 a 01/01/2011
Do livro A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça - Autor Carlos Alberto Brilhante Ustra -15ª edição  -página 604
O projeto do PT de eternização no poder
O projeto de permanência no poder era e continua sendo o sonho deste partido.
O PT, durante o segundo mandato de Lula, começou a discutir, abertamente, um plano para conceder um terceiro mandato ao presidente. Uma das idéias foi apresentar um projeto de lei ao Congresso, a ser aprovado por maioria simples, que estabelecesse um plebiscito sobre a adoção do parlamentarismo. O plebiscito seria realizado em 2008, junto com as eleições municipais. Se aprovado, Lula poderia concorrer, mais uma vez, à presidência ao final de seu mandato, em 2010. E, dessa vez, sob um sistema parlamentarista, Lula poderia concorrer quantas vezes quisesse, eternizando o PT no poder. Esperavam oficializar essa proposta no congresso do PT, em julho, seguindo o exemplo de Chávez.


Lançado o balão de ensaio e não conseguindo a aprovação desta tentativa, era necessária outra manobra que pudesse concretizar o sonho de Lula de ver o PT eternizado no poder, uma vez que o objetivo deste partido era, e continua sendo, transformar o Brasil numa República Socialista Bolivariana.
Se não fossem os escândalos que atingiram a Casa Civil - sendo o maior deles o “mensalão” - que tirou da corrida pela presidência o todo poderoso José Dirceu, provavelmente, ele teria sido o substituto de Lula.


Mesmo tendo que pensar em outro candidato para o governo petista, que precisava vencer a eleição de 2010 a qualquer preço, isso não seria difícil pois o Estado estava aparelhado, do primeiro ao último escalão, de militantes e sindicalistas. Estávamos diante do maior assalto ao Estado. Os eleitores estavam cansados de tropeçar com petistas em fundos de pensões, cooperativas, autarquias e onde houvesse uma chance de desviar dinheiro público. Recursos para propaganda brotavam de todos os lados. A origem desses recursos não eram investigados. Ninguém era punido.


O PT cooptou a maior parte dos partidos políticos representados no Congresso num processo vergonhoso de fornecimento de cargos, verbas parlamentares extras, vantagens e facilidades várias. O que o lulopetismo criticava como sendo a velha política brasileira era praticada por Lula e seu partido com o objetivo de manter-se no poder indefinidamente. A base aliada aumentava. A oposição não tinha um político de destaque. Um escândalo fazia com que o outro fosse esquecido.

Projetos de obras e benefícios sociais, nem sempre cumpridos, eram anunciados com frequência, iludindo o povo . A economia no auge, ainda que estivesse e esteja prestes a desabar, animava o eleitor agora de carro zero, casa própria e viagem de férias, tudo adquirido com longos financiamentos. Ninguém se assustava com a provável inadimplência.

Neste ambiente de aparente euforia do povo, e como não poderia conseguir o terceiro mandato, Lula precisava escolher alguém de sua confiança, alguém a quem ele pudesse, ou imaginasse conseguir manobrar.
Lula acabou escolhendo Dilma Rousseff que havia substituído o Rasputin do governo Lula - José Dirceu - na Casa Civil e correspondera no cargo aos anseios do chefe.
Contou com a sua popularidade como presidente para transferir votos para ela, mesmo sabendo que não possuía qualquer liderança, nenhuma expressão popular e nem hístórico eleitoral.

Criada a candidata, Lula viajou pelo Brasil, com ela à tiracolo , para torná-la conhecida, inaugurando obras inacabadas e fazendo promessas de novas a serem começadas. Apostou em Dilma, apresentando-a aos eleitores como grande gestora.

A escolhida foi apresentada como a “Mãe do PAC” e sua substituta como “mãe dos pobres”. Lula, esperava que ela fosse eleita já no primeiro turno. Surpreendeu-se ao ver sua candidata ter que enfrentar Serra no segundo turno.

Lula já não enganava tanto as massas.

Apesar de todos os escândalos, de toda corrupção, da falta de punição dos envolvidos no mensalão, do não cumprimento das promessas de campanha, do descaso com a saúde, com a educação, com a inflação, com o aumento da violência e com a impunidade, Lula conseguiu eleger sua candidata no segundo turno.
Comenta-se, apesar dos desmentidos, que Lula esperava, em 2014, voltar a concorrer à presidência e que para tanto teria feito um acordo com Dilma para que ela não se candidatasse à reeleição, deixando a oportunidade de um terceiro mandato para ele.

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