Debate agressivo na TV Record indica uma semana quente até a eleição
Bernardo Mello Franco - O Globo - 01/10/2018
Alvaro Dias (Podemos), Fernando Haddad (PT), Henrique Meirelles (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB) durante debate na TV Record
Haddad, do PT, sofreu ataques até do socialista BoulosAcabou o amor. A sete dias das urnas, os presidenciáveis deixaram as propostas de lado e fizeram o debate mais agressivo da campanha na TV Record. O tom dos ataques indica que teremos uma semana quente até o primeiro turno
Principall alvo foi Jair Bolsonaro, que vinha sendo poupado nos debates. Um dia depois de receber alta do hospital, o candidato do PSL foi alvejado pelos concorrentes. Quase todos tentaram pegar carona no movimento de mulheres que ocupou as ruas no sábado, com o mote #EleNão.
Ciro Gomes (PDT) engrossou o coro, acusando Bolsonaro de defender propostas “antipovo e antipobre”. Ele também criticou o capitão pela ausência. “No outro debate, eu vim com uma sonda pendurada na perna”, provocou.
 Observação do site www.averdadesufocada.com  : Vejam esta do Ciro Gomes , comparar uma facada que rendeu a Bolsonaro  quase a morte  , 23 dias no hospital e quatro cirurgias ,  com uma ida a uma emergência  para colocar uma sonda na uretra.
Ninguém se  lembra de dizer que sua ausência foi devido a este bárbaro atentado e muito menos, perguntar se já se sabe alguma coisa de positivo a respeito do mandante do bárbaro crime praticado por Adélio.

ATÉ MEIRELLES – “Nenhum país democrático tem um Bolsonaro como presidente”, disparou o candidato do MDB, Henrique Meirelles.

“Bolsonaro desrespeita a Constituição e a democracia. Ele fala muito grosso, mas tem momentos que amarela. Ele já está com medo da derrota”, emendou Marina Silva (Rede), que criticou o capitão por levantar suspeita contra as urnas eletrônicas.

CONSTITUINTE – Em terceiro lugar nas pesquisas, Ciro também voltou a mira contra Fernando Haddad (PT), que defendeu a ideia de uma nova Assembleia Constituinte. O petista tentou se explicar, dizendo que a iniciativa seria do Congresso e não dele, mas não escapou da réplica. “Você não acredita numa única palavra do que acabou de dizer”, disse o pedetista.

Haddad também foi atacado por Guilherme Boulos (PSOL), que criticou sua aliança com Renan Calheiros, e depois por Alvaro Dias (Podemos), que atacou a influência do ex-presidente Lula na campanha. “Lá da prisão, em Curitiba, Lula comanda a campanha do PT com bilhetes e autoriza repasses de recursos”, disse. O petista só respirou ao atacar o governo Temer, que foi pouco lembrado no encontro. Ele voltou a prometer que, se eleito, revogará a reforma trabalhista aprovada no ano passado.

No fim do debate, Marina, Ciro e Geraldo Alckmin (PSDB) insistiram no discurso da terceira via. Os três atacaram a polarização entre Bolsonaro e Haddad e tentaram se apresentar como opções viáveis contra o duelo indicado pelas pesquisas. Só falta combinar com o eleitor

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