Continuando a Vingança dos Derrotados para que conheçam a verdade sobre Maria Amélia Teles e sua família segue o capítulo  2
Baseado no Livro A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça - autor  Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra 15ª reedição página 592
Em 31/01/1997, segundo depoimento de Janaína à Rose Spina, em matéria sob o título Memória: Filhos da Resistência, publicado no Portal da Fundação Perseu Abramo consta:
Posteriormente foram levados, no mesmo Opala azul, para Belo Horizonte, onde vivia boa parte da família, pessoas que estavam longe de aprovar a opção feita por César e Amelinha. Os dois irmãos ficaram aos cuidados de uma tia e de seu marido, um delegado de polícia com relações com o DOPS



Janaína assim se refere aos tios que, a pedido de seus pais, foram a, São Paulo apanhá-la, junto com seu irmão, e os acolheram em sua casa.
Esse infeliz disse que meus pais tinham me abandonado eminha tia me fez sua empregada, me fazia dar mamadeira para meus primos, de 3, 4 e 6 anos, praticamente de minha idade”.
Em depoimento de Maria Amélia, publicado no site http://emilianojose.com.br ela assim se refere a esses mesmos tios:
“Ficaram na casa de uma policial por um dia e depois foram mandados pra casa de um outro policial parente do pai das crianças.Ali as crianças sofreram toda a sorte de privações e humilhações.Eram insultadas por serem filhos de “comunistas”, etc. Qualquer desobediência, por parte das crianças, diziam que eram assim porque tinham sido doutrinados pelos pais”

Em 30/10/2005 o jornal “O Globo”, em matéria assinada pelo jornalista Evandro Éboli, publicou:
“Crianças e adolescentes filhos de comunistas também sofreram privações, foram presos, perseguidos, torturados, exilados e eram obrigados, como seus pais, a trocar de entidade para fugir do cerco dos militares. A história dos anos da ditadura mantém quase oculto o que se passou com eles. Mas não era incomum os militares prenderem crianças junto com os pais. Os filhos eram usados durante as sessões de tortura e obrigados assistir essas atrocidades. Era o meio de arrancar confissões dos comunistas”.

“Presa pela Operação Bandeirante (Oban) em dezembro de 1972, em São Paulo, a militante do Partido Comunista Maria Amélia Almeida Teles viu seus dois filhos serem levados também pelos militares. Janaína, com 4 anos, e Edson Luiz, com 5 anos, foram parar numa casa cercada de militares, onde ficaram trancados num quarto. 
Observação do site www.averdadesufocada.com :

Com freqüência, eram levados à cela da mãe para vê-la torturada, no DOI-CODI. Janaína se lembra que os militares diziam que seus pais os abandonaram e que não iriam voltar para buscá-los”.
“Janaína, 5 anos, e Edson Luiz, 4 anos, ficaram presos por 15 dias. Eram levados ao Departamento de Ordem Política e Social (Dops) para ver as marcas de torturas na mãe.”
Observação do site www.averdadesufocada.com ; Eles não ficaram presos , ficavam na casa da agente que se propusera a cuidar das crianças para que não fossem para o juizado de menores, como os pais pediram , atéque os parentes chegassem. e diariamente iam visitar os pais para que não se ficassem sem vê-los.
 

Observação do site: Como um repórter faz uma entrevista desta, sem averiguar o que havia de verdade 

No programa “Fantástico”, da Rede Globo de TV, de 15/10/2006, Criméia afirmou que mesmo grávida não foi poupada. Ficou 20 horas em trabalho de parto, na cela, sem qualquer ajuda, até que seu filho nasceu no Hospital do Exército.
Nos primeiros dias do mês de abril de 2006, quando a primeira edição deste livro já estava pronta, recebi do Exmo Sr. Dr Juiz de Direito da 23ª Vara Cível do Foro de São Paulo uma Ação Declaratória, movida por César Augusto Teles, sua esposa Maria Amélia Teles, seus filhos Janaína e Edson Luis de Almeida Teles e sua cunhada Criméia Schmidt de Almeida.
As 46 páginas da Ação Declaratória de ocorrência de danos morais tinham a finalidade de declarar que eu (RÉU), como Comandante do DOI/ CODI/II Exército, agi com dolo e cometi ato ilícito passível de reparação, causei danos morais e danos materiais à integridade física dos AUTORES,incluindo seus dois filhos. Estava sendo acusado dos crimes de tortura, seqüestro, cárcere privado dessas crianças e de tortura de seus pais e de sua tia Criméia.
Ao receber essa Notificação, deu-me o Magistrado o prazo de 15 dias para a minha Contestação. Caso isso não ocorresse, seria declarado culpado.
A minha primeira preocupação foi de, por intermédio de seus assessores, informar ao Comandante do Exército, General Francisco Albuquerque, pois eu era o primeiro militar que eles tentavam processar por tê-los combatido.
Após 8 dias de espera recebi a resposta de que o General Albuquerque nada faria a respeito.
Durante os 7 dias que me restavam procurei um advogado, em São Paulo, que aceitasse fazer a minha defesa.
Com a ajuda do meu amigo Dr David dos Santos Araújo, Delegado de Polícia de São Paulo, meu antigo comandado no DOI, onde com bravura desempenhou suas funções, em poucas horas fui colocado em contato com o Dr Paulo Esteves, um dos maiores criminalistas de São Paulo, que aceitou a minha defesa. No dia seguinte, já estava na capital paulista, para que o Dr Paulo Esteves, nos 5 dias restantes do prazo, apresentasse a minha contestação.
Ao Dr David, esse bravo companheiro, que não me deixou só num momento tão difícil, rendo aqui a minha homenagem.
Em outubro desse ano recebi uma Carta de Intimação para comparecer perante o Juízo da 23ª Vara Cível, em São Paulo, no dia 08/11/2006, às 14:15 horas, a fim de participar da audiência de Instrução, Debates e Julgamento.
Por manobras jurídicas não fui ouvido, em Brasília, por Carta Precatória.

Viajei a São Paulo e no dia marcado estava pronto para ser submetido ao julgamento.
Às 12 horas, encontrava-me no escritório do meu advogado, quando tomamos conhecimento de um despacho do Juiz que assim dizia:
“Como os autores renunciaram à colheita do depoimento pessoal do réu, não vê o Juízo fundamento para aplicar o art 342 do CPC. Portanto essa prova não será acolhida”.

Ficou claro! Meus acusadores queriam a minha presença no Tribunal no dia do julgamento e ao mesmo tempo não queriam o meu depoimento.

Queriam a minha presença para que eu fosse execrado publicamente, pois o circo estava montado: as TVs já tinham instalado os seus equipamentos, mais de 90 militantes, organizados, me aguardavam. Cerca de 30 repórteres e fotógrafos, esperavam a minha entrada no Tribunal. Tudo estava montado para que as TVs exibissem nos seus noticiários da noite e os jornais no dia seguinte, em manchetes, o coronel torturador, afinal sendo julgado.

Repito! Não queriam o meu depoimento. Não queriam que o juiz ouvisse a minha versão.

Os leitores foram testemunhas das chamadas nos telejornais da noite desse dia, onde se sobressaiam as do Jornal Nacional, da Globo, onde eu era chamado claramente de torturador, apesar de nenhum ter me condenado..

Será que essa moça, pela sua aparência, parece ter sido torturada há pouco tempo?
Reparem nas roupas de seu filho, bem vestido. Pois o enxoval dessa criança foi comprado pelo Exército, por ordem do General Antonio Bandeira, comandante da Brigada de Infantária, em Brasília, onde Criméia estava presa.
Aliás, esse enxoval foi entregue a Criméia por D. Léa, esposa do General Bandeira, quando foi visitá-la no Hospital. Criméia se refere a essa visita como sendo da esposa do General Kruel e que segundo ela se “tornou mais tarde a prova do episódio tenebroso”.
Analisem a fotografia do batizado do filho de Criméia, feito pelo Capelão Militar.
Vejam o semblante dos padrinhos, familiares de Criméia, Será que o Exército que a “torturou” teria a preocupação de organizar o batizado?
Fotos da Revista ISTOÉ - 04/09/l torturador, apesar de nenhum tribunal ter me condenado.
Continua com a sentença  Final  amanhã nº 3

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