“Roubalheira envergonha o país, tem que acabar”, afirma o general Heleno
Pedro do CouttoEm uma entrevista ao repórter Fabio Murakawa, o general Augusto Heleno, que vai assumir o cargo de mnistro-chefe do gabinete de Segurança Institucional, edição de ontem do Valor, afirmou que o governo Jair Bolsonaro terá de ser diferente do que encontrou, isso porque é muita roubalheira, muita falta de vergonha, todos esses fatores levaram a que o povo, em vez de orgulho, tenha vergonha do Brasil.A entrevista ocorreu de forma curiosa: o repórter tentava cobrir uma reunião de militares em Brasília festejando o aniversário do general Eduardo Vilas Boas. Demorou algumas horas e quando terminou o general Heleno ofereceu uma carona ao repórter.

FALTA DE VERGONHA – Nessa carona ele fez afirmações politicamente importantes, sobretudo quando disse que o governo Bolsonaro tem de ser diferente dos governos de seus antecessores: “Foi muita roubalheira, falta de vergonha, fatores que afastam o povo brasileiro de seus dirigentes. Não pode continuar este negócio que aí está. A moral e a ética têm de ser restabelecidas, principalmente pelo que representam tudo aquilo que a população espera”.

O general Augusto Heleno criticou também as elites do Brasil que sempre preocupam-se somente com seus interesses, esquecendo as outras camadas da sociedade.

Na minha opinião, a entrevista do general Heleno representa um fato importante, iluminando o traçado do país para os próximos anos. Os brasileiros estão se envergonhando de seus dirigentes. É um absurdo, tem de acabar.

SEM BANDALHEIRA – Acrescento que o peso da matéria aumenta quando revela uma posição absolutamente contrária a bandalheira. E acentua também o norte que será seguido pelo Palácio do Planalto, a partir da alvorada de janeiro. A alvorada, digo eu, sucede o crepúsculo marcado por fatos escandalosos, entre os quais as gravações de Joesley Batista envolvendo diretamente Michel Temer e Aécio Neves. Também representa um freio prévio da posição de Brasília em 2019, a respeito sobretudo daqueles que se encontram presos, condenados e indiciados pelo mar de inquéritos que marca as praias da moral de todos nós.

No trajeto, Heleno sustentou que o governo Jair Bolsonaro tem que ser diferente das administrações de seus antecessores. Não só na parte moral e na ética, mas também na área econômica e social. Para o general, as elites sempre ignoram as dificuldades da população. Para ele, também não resolve o problema a divisão social, bandeira levantada pelo PT. Somos nós contra eles. Todos os brasileiros.

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