Marco Angeli
Os índios Yanomani, que ocupam uma enorme área ao norte do país, não são,como muitos poderiam imaginar, um povo feliz e adequado à suas terras.
Pelo contrário.
A maior parte da reserva, que se estende para além da fronteira com a Venezuela, é invadida e usada por todo o tipo de criminosos, que extraem minério, promovem o desmatamento ilegal e até fazem contrabando de gasolina da Venezuela para o Brasil, na fronteira.
Essa realidade não é só dos Yanomani. Atinge todos os índios brasileiros em áreas que foram demarcadas a partir do governo socialista de Fernando Henrique Cardoso.
As áreas foram escolhidas cuidadosamente por FHC - mas sua intenção nem de longe era a de beneficiar a população indígena.
Com homologações muitas vezes fraudulentas, as tais áreas incluíam terras com jazidas de ouro, ferro, nióbio, diamantes, urânio. Sempre grudadas nas fronteiras, facilitavam o escoamento ilegal e a saída dessas riquezas do país, para outros como a Bolívia, por exemplo.


Sócio de FHC na corrupção e na sacanagem, lula, o vigarista, continuou na mesma prática em seus governos.
A questão indígena no Brasil é complexa e vem de longe.

Menos de um milhão de índios ocupam cerca de 15% do território nacional.
Para esse povo, brasileiro como todos os brasileiros, a grande área não significa progresso ou melhorias em suas vidas.
Afinal, de que adianta possuir uma região enorme e não ter o que fazer com ela?

Os Yanomani, como denunciou o general Heleno, que foi comandante militar da Amazônia, chegam a morrer de fome nas reservas, sem transporte, sem conseguirem produzir coisa alguma, e explorados cronicamente pelas ONGS da região.

O caso da reserva Raposa Serra do Sol é o mesmo. Não há educação, estradas...e os índios ainda correm o risco de serem assassinados pelos criminosos que exploram a região.
Tudo, evidentemente, debaixo dos olhos da FUNAI.

A questão é antiga.
Já em 2003, as lideranças indígenas apontavam a corrupção na FUNAI, registrando, em apenas 3 meses, o assassinato de sete líderes indígenas.
A FUNAI, acusada de permitir a presença de invasores armados nas áreas demarcadas, assobiava como se não fosse com ela.

Uma carta compromisso, na época, foi enviada para o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, e a José Genoíno, presidente do PT, denunciando as maracutaias da FUNAI, a violência contra os povos indígenas, o desrespeito à demarcação, corrupção e abuso de poder por parte dos funcionários da FUNAI.
Os índios aguardam a resposta até hoje.
O que não é de se entranhar, observando-se o naipe dos criminosos políticos envolvidos.

Hoje, quando o novo presidente quer resolver o assunto com a profundidade que merece, revendo a demarcação de terras e incluíndo definitivamente o índio à sociedade brasileira, escuta-se a berraria dos energúmenos de sempre, interessados em que tudo continue como está.
Sua origem, como não poderia deixar de ser, vem de uma índia pilantra do PSOL, Sonia Guajajara, candidata a vice do invasor Boulos nas eleições passadas.
Sua intenção clara, como a de todos os outros imbecis oportunistas que esperneiam, não é o de conseguir o bem estar das populações indígenas.
É só o de manter seus próprios privilégios criminosos.

O índio -esse sim- é a vítima.
Numa terra, até agora, sem lei.

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