DA REDAÇÃO - Folha de São Paulo
Ao menos dez indígenas da etnia awá foram assassinados na madrugada de anteontem no sul da Colômbia, segundo lideranças indígenas e o governo do departamento (Estado) de Nariño. As vítimas se somam a outros 17 awá mortos na semana passada -as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) são as mais fortes suspeitas de serem autoras do massacre.

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Ontem, o Exército colombiano chegou à região de selva, mas não havia encontrado os corpos. Segundo a Onic (Organização Nacional Indígena da Colômbia), os dez índios foram mortos enquanto fugiam da primeira matança.

A entidade também atribuiu as novas mortes às Farc. A organização humanitária Human Rights Watch (HWR) disse ter sabido que guerrilheiros também sequestraram crianças. Ontem o grupo Colombianos pela Paz, que tenta negociar com a guerrilha, instou as Farc a se pronunciar sobre o caso.

Os awá são cerca de 30 mil e vivem entre a Cordilheira dos Andes e o Pacífico, rota de saída de cocaína e zona de conflito entre guerrilheiros, paramilitares e soldados. São acusados pelas Farc e pelo Exército de não colaborar. O ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, anunciou viagem ao local.

Ontem, na fronteira com a Venezuela, seis pessoas morreram após a explosão de um artefato na cidade de Convención. A polícia atribuiu o atentado às Farc.

Com agências internacionais

 

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