Leia mais no livro" A verdade Sufocada- A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça " 16ª reedição - autor Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra
Conheça um pouco vida de Carlos Marighella. nascido na Bahia, em 05/12/1911. Sua trajetória remonta à década de 30. Em1932 ingressou na Juventude Comunista e na Federação Vermelha dos Estudantes .Em 1936, abandonou o curso de engenharia  e, cumprindo ordens do partido foi para São Paulo reorganizar o PCB.
Em 1939 , foi preso pela terceira vez e encaminhado para Fernando de Noronha . Na prisão , dava aulas de formação política aos detentos . 
Em 1945 , a anistia assinada por Vargas  devolveu a liberdade aos presos políticos . Marighella, neste ano, foi eleito deputado federal

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No Manifesto de agosto , já na clandestinidade - no governo Dutra - o Partido Comunista  voltou à ilegalidade  e passou a agir. De1949 a 1954, Marighella atuou na área sindical , aumentando,  a influência do partido , sendo incluído na Comissão  Executiva  e no Secretariado Nacional , órgãos dirigentes do PC B .
NO Manifesto de agosto de 1950 , Marighella já predava a luta armada, conduzida por um Exército de libertação Nacional . Como membro da Executiva  chefiou a primeira delegação de comunistas brasileiros à China, em 1952
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Em 1969, Marighella difundiu o Minimanual do Guerrilheiro, de sua autoria, que passou a ser o livro de cabeceira dos terroristas brasileiros. O livreto foi traduzido em duas dezenas de idiomas e usado por terroristas do mundo inteiro. As Brigadas Vermelhas, na Itália, e o Grupo Baader-Meinhoff, na Alemanha, seguiam seus ensinamentos.A verdade sufocada - 173

Claire Sterling, em seu livro, "A Rede do Terror - A Guerra Secreta do Terrorismo Internacional," editora Nórdica, referiu-se à importância do Minimanual de Marighella em várias páginas de sua obra. Desse livro, transcrevo alguns textos onde ela se refere ao Minimanual:
“... não matam com raiva: esse é o sexto dos sete pecados capitais contra os quais adverte expressamente o Minimanual de Guerrilha Urbana de Carlos Marighella, a cartilha-padrão do terrorista.
Tampouco matam por impulso: pressa e improvisação o quinto e sétimo pecados da lista de Marighella.
Matam com naturalidade, pois esta é “a única razão de ser de um guerrilheiro urbano” segundo reza a cartilha. O que importa não é a identidade do cadáver, mas seu impacto sobre o público.”

“... em primeiro lugar, escreveu Marighella, o guerrilheiro urbano precisa usar a violência revolucionária para identificar-se com causas populares e assim conseguir uma base popular. Depois:
O governo não tem alternativa exceto intensificar a repressão. As batidas policiais, busca em residências, prisões de pessoas inocentes tornam a vida na cidade insuportável. O sentimento geral é de que o governo é injusto, incapaz de solucionar problemas, e recorre pura e simplesmente à liquidação física de seus opositores.”

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