A Secretaria Especial dos Direitos  Humanos da Presidência da República -  Ministro Paulo Vannuchi – governo Lula , - esquerda radical, formado por muitos ex-terroristas,  ao chegar ao poder resolveu  criar uma  Comissão Da Verdade que, segundo eles,  daria aos brasileiros o  DIREITO À MEMÓRIA E  À VERDADE ,  “com o objetivo de contribuir para que o Brasil avançasse na consolidação do respeito  aos direitos humanos , sem medo  de conhecer a sua história recente”, o que se tivesse sido cumprido teríamos páginas que homenageariam  os heróis  que lutaram para que o Brasil não se tornasse uma Cuba, ou uma Venezuela e levaria aos seus familiares o conforto de saber que a luta deles não foi em vão..

 
No entanto, nada neste relatório nos levou a conhecer o que o povo esperava saber a  respeito do período prometido, a não ser “as torturas e as mortes dos  pobres heróis que lutavam para derrubar a ditadura militar e fazer do Brasil uma democracia”,  a não ser a  história que eles contavam e contam  doutrinando jovens em escolas, universidades, nas mídias escritas e faladas , em séries nas TVs , durante gerações e gerações.

Vamos lembrar  alguns dos 119 verdadeiros   heróis  que foram  esquecidos  e a maneira como foram assassinados

Vejam a partir de hoje e durante março, mês a mês, as páginas esquecidas no Relatório  Direito à Memoria e à Verdade, ou melhor os nomes dos verdadeiros  heróis que foram mortos de formas traiçoeiras  em alguns dos fatos narrados,   mas que  foram  ignorados.
Estas páginas , desta época,  estão guardados em alguns inquéritos empoeirados em cofres a que ninguém tem acesso em alguns tribunais.

 


29/01/69 – Cecildes Moreira de Faria -  (Subinspetor de Polícia – BH/ MG)

29/01/69 – José Antunes Ferreira - (Guarda Civil – BH / MG)

O terrorista Pedro Paulo Bretas, “Kleber”, ao ser interrogado “entregou” um “aparelho” do Comando de Libertação Nacional (Colina), na rua Itacarambu nº 120, bairro São Geraldo.

Imediatamente, uma equipe de segurança se dirigiu ao local e quando se anunciou como polícia, foi recebida por rajadas de metralhadora, disparadas por Murilo Pinto Pezzuti da Silva, “Cesar” ou “Miranda”, que, com 11 tiros, mataramo Subinspetor Cecildes Moreira da Silva , que deixou viúva Irene Godoy de Faria e oito filhos menores, e o Guarda Civil José Antunes Ferreira, ferindo, ainda, o Investigador José Reis de Oliveira.

Foram presos no interior do “aparelho” o assassino Murilo Pinto Pezzuti da Silva o os terroristas do Colina:

Afonso Celso Lana Leite, ”Ciro”;

Mauricio Vieira de Paiva, ”Carlos”;

Nilo Sérgio Menezes Macedo;

Júlio Antonio Bittencourt de Almeida, “Pedro”;

Jorge Raimundo Nahas, “Clovis” ou “Ismael”;

Maria José de Carvalho Nahas, “Celia” ou “Marta”.

No interior do “ aparelho” foram apreendidos 1 fuzil FAL, 5 pistolas, 3 revólveres, 2 metralhadoras, 2 carabinas, 2 granadas de mão, 702 bananas de dinamite, fardas da PM e  dinheiro de assaltos.

 

20/01/72 – Sylas Bispo Feche - (Cabo PM São Paulo / SP)

O cabo Sylas Bispo Feche, integrava uma Equipe de Busca e Apreensão do DOI/CODI/II Exército. Sua equipe executava uma ronda, quando um carro VW, ocupado por duas pessoas, cruzou um sinal fechado quase atropelando uma senhora que atravessava a rua com uma criança no colo. A sua equipe saiu em perseguição ao carro suspeito, que foi interceptado. Ao tentar aproximar-se para pedir os documentos dos dois ocupantes do veículo, o cabo Feche foi, covardemente, metralhado por eles. Foi travado um tiroteio entre a equipe e os dois terroristas que também morreram no local.

Os assassinos do cabo Feche, ambos membros da Ação Libertadora Nacional (ALN), são:

  • Gelson Reicher “Marcos” que usava identidade falsa com o nome de Emiliano Sessa, era chefe de um Grupo Tático Armado (GTA) e já tinha praticado mais de vinte atos terroristas, inclusive o seqüestro de um médico.
  • Alex Paula Xavier Pereira “Miguel”, que usava identidade falsa com o nome de João Maria de Freitas, fez curso de guerrilha em Cuba e praticou mais de quarenta atos terroristas, inclusive atentados a bomba na cidade do Rio de Janeiro. 
  • As famílias dos assassinos Gelson Reicher e Alex Paula Xavier Pereira foram indenizadas pela Lei nº 9.140/95.

 

05/02/72 – David A. Cuthberg  (Marinheiro inglês – Rio de Janeiro)

A respeito desse assassinato, sob o título “REPULSA”   o jornal “O Globo”, do Rio de Janeiro, publicou:

“Tinha dezenove anos o marinheiro inglês David  A. Cuthberg que, na madrugada de sábado, tomou um táxi com um companheiro para conhecer o Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo, a bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150 anos de Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida, no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o que ocorria e, se percebesse, com certeza não poderia compreender. Um terrorista, de dentro de outro carro, apontara friamente a metralhadora antes de desenhar nas suas costas o fatal risco de balas, para, logo em seguida, completar a infâmia, despejando sobre o corpo, ainda palpitante, panfletos em que se mencionava a palavra liberdade. Com esse crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar repercussão fora de nossas fronteiras para suas atividades, procurando dar-lhe significação de atentado político contra jovem inocente, em troca da publicação da notícia num jornal inglês. O terrorismo cumpre, no Brasil, com crimes como esse, o destino inevitável dos movimentos a que faltam motivação real e consentimento de qualquer parcela da opinião pública: o de não ultrapassar os limites do simples banditismo, com que se exprime o alto grau de degeneração dessas reduzidas maltas de assassinos gratuitos”.

A ação criminosa, tachada como “justiçamento”, foi praticada pelos seguintes terroristas, integrantes de uma frente formada por três organizações comunistas:

  • Flávio Augusto Neves Leão Salles(“Rogério”, “Bibico”) – ALN, que fez os disparos com a metralhadora.
  • Antônio Carlos Nogueira Cabral(“Chico”, “Alfredo”) – ALN.(família recebeu indenização)
  • Aurora Maria Nascimento Furtado(“Márcia”, “Rita”) – ALN ( família recebeu indenização).
  • Adair Gonçalves Reis(“Elber”, “Leônidas”, “Sorriso”) – ALN.
  • Lígia Maria Salgado da Nóbrega(“Ana”, “Célia”, “Cecília”) – VAR PALMARES, que jogou dentro do táxi os panfletos que falavam em vingança contra os “Imperialistas Ingleses”.(família recebeu indenização)
  • Hélio Silva(“Anastácio”, “Nadinho”) – VAR-PALMARES.
  • Carlos Alberto Salles(“Soldado”) – VAR-PALMARES.
  • Getúlio de Oliveira Cabral(“Gogó”, “Soares”, “Gustavo”) – PCBR.
  • ( família recebeu indenização)
  • James Allen Luz

 

21/02/73 – Manoel Henrique de Oliveira  (Comerciante – São Paulo)

 No dia 14 de junho de 1972, as equipes do DOI de São Paulo, como já faziam há vários dias, estavam seguindo quatro terroristas da ALN que resolveram almoçar no restaurante Varela, no bairro da Mooca. Quando eles saíram do restaurante, receberam voz de prisão e reagindo desencadearam tiroteio com os policiais. Ao final, três terroristas estavam mortos e um conseguiu fugir.

Erroneamente, a ALN atribuiu a morte de seus três companheiros à delação de um dos proprietários do restaurante e decidiu justiçá-lo.

O comando “Aurora Maria do Nascimento Furtado” constituído por Arnaldo Cardoso Rocha (família indenizada), Francisco  Emanuel Penteado( família indenizada), Francisco Seiko Okama(família indenizada) e Ronaldo Mouth Queiroz( família indenizada), foi encarregado da missão e assassinou no dia 21 de fevereiro o comerciante Manoel Henrique de Oliveira, que foi metralhado sem que pudesse esboçar um gesto de defesa. Seu corpo foi coberto por panfletos da ALN, impressos no Centro de Orientação Estudantil da USP, por interveniência do militante Paulo Frateschi.

Manoel Henrique deixou além de sua esposa, duas crianças pequenas, desamparadas, que aguardam uma indenização do governo.

 

25/02/73 – Octávio Gonçalves Moreira Júnior (Delegado de polícia – São Paulo)

Com a tentativa de intimidar os integrantes dos órgãos de repressão, um “Tribunal Popular Revolucionário” decidiu “justiçar” um membro do DOI/CODI/II Exército.

O escolhido foi o delegado de polícia, Dr. Octávio Gonçalves Moreira Júnior que viajava, seguidamente de São Paulo para o Rio de Janeiro, onde estava noivo ..

O levantamento de sua vida no Rio de Janeiro foi feito pela terrorista Bete Chachamovitz, da ALN, que repassava todos os dados para um comando terrorista chamado “Getúlio de Oliveira Cabral”.

No início de fevereiro de 1973, Bete concluiu o seu trabalho.

No dia 23/02/73, o Dr. Octávio viajou de São Paulo para o Rio de Janeiro e Bete avisou o comando terrorista da chegada do delegado. Ficou decidido que iriam executá-lo no dia seguinte.

No domingo, dia 25, o Dr. Octávio foi à praia em Copacabana, e depois almoçou com um amigo. Quando voltava do almoço, Bete fez o reconhecimento visual do delegado e o apontou para os seus assassinos que se encontravam num automóvel estacionado na esquina da Avenida Atlântica com a rua República do Peru.

Do carro saltaram três terroristas. Um deles trazia uma esteira de praia, enrolada debaixo do braço. Dentro da esteira uma carabina calibre 12.

Um dos assassinos deu o primeiro tiro nas costas, derrubando-o e atirando-o a alguns metros de distância. Um segundo atirou perfurando seu pulso direito e enquanto que o terceiro assassino aproximou-se e deu-lhe dois tiros no rosto com uma pistola 9mm.

O Dr. Octávio morreu instantaneamente.

O comando terrorista seguiu à risca o ensinamento do manual de Carlos Marighela que afirma: “guerrilheiros não matam por raiva, nem por impulso, pressa ou improvisação. Matam com naturalidade. Não interessa o cadáver, mas seu impacto sobre o público”.

O comando terrorista que assassinou o Dr. Octávio estava assim constituído:

  • Bete Chachamovitz – ALN;
  • Tomaz Antônio da Silva Meirelles Netto(“Luiz”) – ALN;
  • Merival Araújo(“Zé”) – ALN( família indenizada);
  • Flávio Augusto Neves Leão Salles(“Rogério”) – ALN;
  • José Carlos da Costa(“Baiano”) – VAR-PALMARES;
  • James Allen Luz(“Ciro”) – VAR PALMARES;
  • Ramires Maranhão do Vale(“Adalberto”) – PCBR;
  • Ranúsia Alves Rodrigues(“Florinda”) – PCBR( família indenizada);

 11/03/70 – Newton de Oliveira Nascimento  (Soldado PM – Rio de Janeiro)
No dia 11/03/70, os militantes do grupo tático armado da ALN, Mário de Souza Prata, Rômulo Noronha de Albuquerque e Jorge Raimundo Júnior deslocavam-se num carro Corcel azul, roubado, dirigido pelo último, quando foram interceptados no bairro de Laranjeiras- RJ, por uma patrulha da PM. Suspeitando do motorista, pela pouca idade que aparentava, e verificando que Jorge Raimundo não portava habilitação, os policiais ordenaram-lhe que entrasse no veículo policial, junto com Rômulo Noronha Albuquerque, enquanto Mauro de Souza Prata, acompanhado de um dos soldados, iria dirigindo o Corcel até  a delegacia mais próxima. Aproveitando-se do descuido dos policiais, que não revistaram os detidos, Mário, ao manobrar o veículo para colocá-lo à frente da viatura policial, sacou de uma arma e atirou, matando com um tiro na testa o soldado da PM Newton Oliveira Nascimento, que o escoltava no carro roubado. O soldado Newton deixou a viúva dona Luci e órfãos duas filhas menores de quatro e dois anos.


24/03/71 – MATEUS LEVINO DOS SANTOS  (Tenente da FAB – Pernambuco)

O  PCBR necessitava roubar um carro para participar do seqüestro do cônsul norte-americano, em Recife.

No dia 26/06/70 resolveram roubar um volks, estacionado em Jaboatão, na Grande Recife, nas proximidades do Hospital da Aeronáutica.

Quatro militantes do PCBR desceram do carro dirigido por Nancy Mangabeira Unger: Carlos Alberto Soares Rodrigues de Sousa, José Gersino Saraiva Maia e Luiz “Jacaré”, (até hoje não identificado).

Ao tentarem render o motorista, este ao identificar-se como Tenente da Aeronáutica, foi ferido gravemente por Carlos Alberto, com dois tiros, um na cabeça e outro no pescoço.

O Tenente Mateus Levino dos Santos, após nove meses de impressionante sofrimento, veio a falecer em 24/03/71, deixando viúva e duas filhas menores.

O imprevisto levou o  PCBR a desistir do seqüestro.

Nancy Mangabeira Unger, banida em 13/01/71, em troca da vida do embaixador suíço, era filha de Arthur Unger, de nacionalidade norte-amaricana, e de Edyla Mangabeira, brasileira, essa, filha de Otávio Mangabeira.

Por ironia, o próprio consulado americano, sem saber do planejamento do seqüestro de seu cônsul, correu em defesa de Nancy, alegando a dupla nacionalidade dela, brasileira e norte-americana.

Nancy, atualmente, é professora de Filosofia da Universidade Federal da Bahia.

 

Os mortos aqui relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome a escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.

 

 

Adicionar comentário

Código de segurança
Atualizar