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Categoria: Diversos
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 Das agências de notícias Havana
Segundo Farah Colina, boxeador foi obrigado a fugir para continuar lutando
Após fuga para EUA, Guillermo Rigondeaux pretende se juntar a equipe alemã

Farah Colina, esposa do pugilista cubano Guillermo Rigondeaux, afirmou que o marido fugiu de Cuba para Miami por não ter mais chance de voltar ao esporte desde sua frustrada tentativa de deserção nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em 2007.
- Tinha o anseio, a esperança de que lhe dessem uma nova oportunidade, e era isso o que estava esperando, mas nada lhe disseram - declarou Colina, de 33 anos, em um encontro com jornalistas em sua casa em Havana, onde vive com os dois filhos, de 17 e sete anos de idade.

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Rigondeaux, campeão olímpico e mundial dos 54 kg, chegou a Miami na noite de domingo e se uniu a Yuriorkis Gamboa, Erislandy Lara e Odlanier Solís, boxeadores cubanos que já tinham desertado e foram contratados pela empresa alemã Arena Box Promotions.

- Ele não queria ir, por isso acho que foi uma decisão de última hora. A única coisa que desejo é que ele esteja bem, e que agora se sinta verdadeiramente como gostaria de estar, lutando, que é o que gosta de fazer - acrescentou.

Rigondeaux foi marginalizado depois de uma frustrada tentativa de deserção, junto com Lara, durante os Jogos Pan-americanos de 2007, quando acabou sendo repatriado pelas autoridades brasileiras.

- Ele sofria, pois o fato de ter cometido um erro não implicava em ser afastado como se fosse uma peste (...).Ele se arrependeu muito do que fez - lembrou a esposa.

Farah comentou que os últimos tempos "foram duros", tanto para Rigondeaux como para a família, "pois uma hora estava bem, outra se sentia muito frustrado de estar aqui sem fazer nada".

Farah contou ainda que, no fim de janeiro, Rigondeaux disse que ia viajar para Santiago de Cuba, sua cidade natal (a 900 km de Havana). Quando começou a ouvir comentários de que ele havia abandonado a ilha, recebeu uma ligação telefônica do boxeador explicando a situação. A cubana disse que não tem certeza sobre o futuro do marido e da família.

- É muito cedo ainda para tomar uma decisão, agora o que penso é na estabilidade da casa e de meus filhos. Não posso dizer o que vou fazer dentro de alguns meses, um ano.