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Categoria: Revanchismo
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Jornal da Cidade - 21/06/2019 - 
A quarta-feira, 19 de junho, teve dois aspectos na área política.
De um lado, foi o Dia da Contradição.
Denunciados e investigados como ladrões do dinheiro público, indiciados e processados por corrupção e defensores dos maiores ladrões do dinheiro público da história das democracias ocidentais (Lula et caterva, empresários corruptos, políticos salafrários) posaram, com a maior cara de pau, de escrutinadores do caráter e da moral do maior e mais admirado personagem da República brasileira: o ex-Juiz e atual Ministro da Justiça e Segurança Pública, o ínclito Sérgio Moro.

Vimos, com nojo e estarrecimento, esses parlamentares suspeitos e sujos levantar aleivosias contra um homem probo, herói da Justiça brasileira, reconhecido como tal nacional e internacionalmente; aleivosias baseadas em uma criminosa e repulsiva invasão de celulares e tentativa de transformar conversas republicanas - absolutamente corriqueiras entre juízes, procuradores e partes em processos judiciais - em razões de Estado para colocar suspeita em seus antigos julgamentos e anulá-los a fim de libertar toda a corja de políticos a empresários de alto coturno, inclusive um ex-presidente da República.

Quando falo em conversas republicanas absolutamente corriqueiras em processos judiciais, reporto-me como observador, irmão que sou de um Desembargador recentemente falecido e pai de uma Advogada.

O que mais choca e repugna acima de tudo nesta história não são as conversas ‘hackeadas’ e publicadas por um marginal da imprensa internacional, mas ver-se parlamentares de reputação caída ao rés-do-chão estufarem o peito e tentarem comprometer a honra de quem fez da honra uma razão de viver. É preciso estômago de avestruz –só para citar um exemplo – assistir-se a um Renan Calheiros inquirindo Sérgio Moro.

Que este dia, 19 de junho, entre para o calendário da infâmia nacional como o Dia da Contradição.

De outro lado, este também foi o Dia da Desforra.

Foi o dia em que a inteligência esmagou a estupidez.

Em que a inocência tripudiou sobre a culpa e os culpados.

Sérgio Moro, por todas as avaliações e relatos desmontou a armação montada pelo Lulopetismo e seus asseclas parlamentares. Tanto que muitas horas antes do término da sessão de insultos, insinuações e inquisições, o pior da esquerdalha parlamentar já havia deixado o recinto.

Do lado de fora, a pancada na suja corte inquisitorial não foi menor. A Bovespa, uma vez percebida pelo Mercado a pancada de Moro na suja corte inquisitorial, assumiu tendência de alta, atingido o nível histórico de 100. 303 pontos. Ao mesmo tempo, o dólar começou a cair, fechando o dia a R$ 3, 85, configurando uma queda de 0,25%.

Até a Foice de São Paulo (página A10, Mercado), rendeu-se à realidade fática:

“A Bolsa entrou em uma trajetória de alta desde a vitória do presidente Jair Bolsonaro (PSL), em outubro do ano passado, valorização que se acelerou desde a posse, em 1º de janeiro. No ano, o Ibovespa acumula ganho de 14%.”
Segundo ainda a FSP, “a marca é demonstração de otimismo do Mercado com a Reforma da Previdência e certeza de que as taxas de juros vão cair.” (E, acrescento, assim melhorar a vida de todos – principalmente a dos mais pobres – criando melhores oportunidades de negócios, induzindo novos investimentos e, consequentemente, criando novos empregos.)

Mas fique claro, e por isso friso: a frustração de petistas e adjacências deve-se não só às causas de Mercado, mas acima de tudo porque a tendência para aqueles resultados financeiros começaram a se manifestar pouco tempo após o eminente Ministro Sérgio Moro iniciar sua histórica surra na covarde, suja e imbecil representação no Senado dos membros e associados da espécie que habita este País, denominada ‘homo imbecillis’, descoberta por Felipe Fiameghi.

Finalmente alguém definiu com precisão a mentalidade de um esquerdista: o "homo imbecilis"
Por tudo o que foi acima escrito talvez o nome definitivo para o 19 de junho deva ser Dia da Contradição e da Desforra.

Dia em que a honra deu uma surra na falta de caráter e desonra.
José J. de Espíndola
Engenheiro Mecânico pela UFRGS. Mestre em Ciências em Engenharia pela PUC-Rio. Doutor (Ph.D.) pelo Institute of Sound and Vibration Research (ISVR) da Universidade de Southampton, Inglaterra. Doutor Honoris Causa da UFPR. Membro Emérito do Comitê de Dinâmica da ABCM. Detentor do Prêmio Engenharia Mecânica Brasileira da ABCM. Detentor da Medalha de Reconhecimento da UFSC por Ação Pioneira na Construção da Pós-graduação. Detentor da Medalha João David Ferreira Lima, concedida pela Câmara Municipal de Florianópolis. Criador da área de Vibrações e Acústica do Programa de Pós-Graduação em engenharia Mecânica. Idealizador e criador do LVA, Laboratório de Vibrações e Acústica da UFSC. Professor Titular da UFSC, Departamento de Engenharia Mecânica, aposentado.

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