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Categoria: Diversos
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Um entregador de camisinhas, entende de que ?
Para evitar fuga de recursos diante de corte de juro, governo quer mudar rendimento da caderneta - O Globo
RIO - O corte de juros feito pelo Banco Central (BC) esta semana deve forçar o governo a mudar as regras da caderneta de poupança, a mais tradicional das aplicações financeiras, indica reportagem de Luciana Rodrigues e Patrícia Duarte, publicada pelo Globo neste sábado. Atualmente, a poupança tem seu rendimento atrelado à Taxa Referencial (TR). E, com a taxa básica de juros Selic cada vez menor, a rentabilidade da caderneta tem ficado muito próxima à dos fundos de renda fixa e DI. Existe, assim, a ameaça de uma forte migração de recursos desses fundos para a caderneta e isso poderia provocar desequilíbrios no sistema financeiro nacional.


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Com a Taxa Selic atualmente de 11,25% ao ano - de volta ao nível recorde em que vigorou de setembro de 2007 a março de 2008 -, o investidor já obtém um ganho líquido (descontada a taxa de administração e o Imposto de Renda) maior na poupança do que em fundos de renda fixa que cobrem taxa de administração superior a 2% ao ano. A caderneta está pagando 0,58% ao mês, enquanto o rendimento líquido de um fundo com taxa de administração de 3,5% ao ano, por exemplo, está em 0,48%, numa aplicação por um período superior a seis meses, segundo cálculos do matemático José Dutra Vieira Sobrinho. Em fundos com taxa de 2%, o ganho é igual: 0,58%. Vale lembrar que a grande maioria dos fundos de varejo, ou seja, com aplicação mínima de até R$ 5 mil, cobra taxas superiores a 2% ao ano.

Para evitar uma fuga desses fundos rumo à poupança, está sendo analisada pelo Banco Central (BC) e pelo Ministério da Fazenda a possibilidade de trocar a Taxa Referencial (TR) por uma parte da Selic como indexador da caderneta.