"Ele está trabalhando duro nos incêndios na Amazônica e fazendo um grande trabalho para o povo do Brasil", declarou

Beatriz Bulla - 27/09/2019
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse apoiar plenamente o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao mencionar as queimadas na Amazônia. A manifestação do americano vem em meio à pressão internacional sobre a política ambiental do governo brasileiro, especialmente vinda dos países europeus.

Presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump se cumprimentam no jardim da Casa Branca
Presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump se cumprimentam no jardim da Casa Branca - Foto: Kevin Lamarque / Reuters

"Conheci bem o presidente Bolsonaro nas nossas negociações com o Brasil. Ele está trabalhando duro nos incêndios na Amazônica e, em todos os aspectos, está fazendo um grande trabalho para o povo do Brasil — não é fácil. Ele e seu País tem o apoio total e completo dos EUA!", escreveu Trump em sua conta de Twitter na manhã desta terça-feira, 27.

Na sexta-feira, 23, Trump e Bolsonaro conversaram ao telefone. O americano ofereceu ajuda dos EUA para combater as queimadas na região da Amazônia. Com a ligação, o governo brasileiro esperava o apoio americano durante a reunião do G-7. O tema, segundo interlocutores do governo brasileiro, foi tratado na conversa entre os dois presidentes. A visão é de que os EUA apoiam uma postura de soberania do Brasil.

Os elogios de Trump dão força à narrativa do governo brasileiro que busca isolar o francês Emmanuel Macron, uma das vozes mais críticas à Bolsonaro sobre a política ambiental. Na segunda-feira, o Planalto chegou a informar que vai recusar os US$ 20 milhões, o equivalente a R$ 83 milhões, anunciados por Macron em nome dos países que formam o G-7.

Na manhã desta terça-feira, Bolsonaro disse que pode reconsiderar a ajuda emergencial do G-7 caso Macron retire "insultos" contra ele e a ideia de que a internacionalização da Amazônia está "em aberto". Bolsonaro não mostrou, no entanto, qualquer intenção de pedir desculpas à primeira-dama francesa, Brigitte Macron.

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