General Reformado Carlos Augusto Fernandes dos Santos -18/09/2019
No balanço das contas públicas de um país gigantesco como o Brasil, cheio de carências de variadas naturezas ( educação, saúde pública , saneamento, mobilidade urbana, desemprego , etc .... ) , tratar de recursos para aparelhar, manter e pagar marinheiros , soldados e aviadores motivados para as duras exigências da profissão militar, parece um desperdício inaceitável.
Lembro-me , ainda, da infeliz observação de um âncora famoso de uma das principais redes de televisão, tratando com ironia e sarcasmo o problema, e do alto de sua empáfia e “ pretensa sabedoria” afirmar : “Que necessidade tem o Brasil de gastar tanto dinheiro, na compra de Porta-Aviões e de Aviões de caça”. Quanta asneira e ignorância juntas, ditas com grande repercussão, em tão poucas palavras.


Na Rússia , China, EUA, países continentais como o nosso e, até mesmo, na pequena França e nos países que compõem a Grã- Bretanha, sem falar na Índia , Paquistão, Irã e no diminuto Israel , essa disparatada afirmação causaria espanto.

Claro está , que não seria lógico para um governante consciente , passar a gastar imprudentemente, no país, recursos escassos , destinando às Forças Armadas orçamentos exagerados, em detrimento de outras áreas tão importantes e carentes.

Quando analisamos nossa história de país civilizado, verificamos que, sempre, os soldados foram tratados espartanamente e sem privilégios, dispondo apenas do mínimo necessário para a sobrevivência digna de suas famílias e o desempenho de suas missões constitucionais. Basta comparar com outras carreiras de Estado.

Vivemos momentos de confronto e de graves incertezas econômicas e políticas; seria patriótico se os brasileiros ,ombro a ombro, com suas Forças Armadas se unissem para auxiliar o atual governo a solucionar os imensos problemas que nos afligem.

Afinal, os informados sabem que, países não têm amizade; prevaleceram, sempre, ao longo dos tempos, desde priscas eras, os interesses das nações ( civilizadas ou não). A conhecida afirmação , confirma a assertiva:

“ Uma diplomacia competente e séria, para ser ouvida e respeitada, necessita da retaguarda do Guante Militar “.

Lideranças políticas, imprensa, intelectuais e a academia têm o dever moral de esclarecer nossos compatriotas, sem ranços ideológicos, sobre este importante tema. Um país rico, de dimensões continentais como o nosso , necessita ter um mínimo de capacidade dissuasória para impedir aventuras e cobiças inconvenientes . A Questão Amazônica é o exemplo emblemático e o mais recente.
“ Os cidadãos só se lembram de Deus e dos soldados nos momentos de aflição “.

Carlos Augusto Fernandes dos Santos- General Reformado- Brasília/DF- 18/09/2019

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