Por Milton Pires
O que o Supremo Tribunal Federal do Brasil vai fazer na próxima semana é, aí sim, um "convite" à instauração de um Regime Fascista no país.
Fascismos tendem a nascer em países com grandes populações "desinteressadas" pela política, em situações de colapso total das instituições democráticas, e na presença de um "líder" e de um "partido" que se apresentam como superiores à qualquer ordenamento legal.Eles vem para "colocar o país em ordem", para "acabar com o bando de loucos" que tomaram conta Governo.
O líder e o partido nascem para combater a permanente "decadência da nação" e se voltam contra o materialismo que Hitler e Mussolini não cansaram de apontar como característica do comunismo E DO LIBERALISMO também!

O Líder está acima de qualquer ordem jurídica ou moral. Ele é infalível, jamais erra e liderará o Partido até o fim. Se este fim for o colapso e o desaparecimento da Nação, então que assim seja pois "os fracos não devem sobreviver".

O líder e o partido fascista tem como característica fundamental o ódio à estrutura da realidade, o desprezo pelo tempo presente.

Toda salvação, todo paraíso, está no futuro ou no passado; jamais no "aqui e agora". O fascismo vem para resgatar a "era de ouro" em que o país crescia, em que havia comida e trabalho para todos ou para construir o futuro que vai tornar isso possível.

Se o paraíso está no passado, se é na "raça superior", nos antigos arianos ou no Império Romano que acreditamos, estamos falando de Hitler e Mussolini. Se o paraíso é uma promessa, se ele está no futuro, nosso caso é aquele defendido por Stálin.


O líder FASCISTA que vai nascer quando sair da prisão depois da decisão do STF, emulando Hitler quando foi libertado de Landsberg em 1923, chama-se Luiz Inácio Lula da Silva e o partido chama-se "Partido dos Trabalhadores".

Foi no desespero, na angústia para evitar este fenômeno, que eu implorei, a dois ou três anos atrás, por uma Golpe Militar e por uma Ditadura de Extrema Direita no Brasil.

Não deu certo. Agora o Brasil vai pagar o preço.

Porto Alegre, 18 de janeiro de 2019.

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