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Categoria: FORO DE SÃO PAULO
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Grupo de Puebla: nova organização de esquerda busca desestabilizar governos latino-americanos
Josair Bastos por Josair Bastos 21/10/2019
Com as derrotas eleitorais dos últimos anos, principalmente com a queda do PT (derrotados na eleição de 2018 para Jair Bolsonaro) e com a quebra da economia venezuelana (que ajudava a abastecer o caixa do Foro de São Paulo através de seu petróleo), o Foro de São Paulo busca reerguer-se com uma nova roupagem: o Grupo de Puebla.
Criado no último mês de Julho na cidade de Puebla, México, o grupo é formado por líderes esquerdistas de mais de dez países da América Latina e da Espanha. Entre os fundadores do grupo, destacam-se nomes como os de Dilma Rousseff, Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e (por meio de representantes) Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os estrangeiros, há vários políticos, como o atual candidato presidencial da Argentina, Alberto Fernández, o ex-presidente do Equador, Rafael Correa, o ex-presidente da Espanha, José Luiz Rodrigues Zapatero, dentre outros.

Com o objetivo de analisar e dirigir as ações políticas da militância, o grupo é o principal apoiador das ondas de protestos violentos ocorridas neste mês em vários países, como no Chile, no Equador, na Argentina e na Colômbia.

Em nota lançada neste domingo, dia 20, o Grupo de Puebla alega que :“Os governos neoliberais da América Latina mostraram que têm uma capacidade comum: transformar seus países em nações inimigas e governar colocando suas democracias entre parênteses.

Em países como Argentina, Chile, Colômbia e Equador, encontramos um denominador comum: protestos sociais contra medidas de ajuste fiscal e sua criminalização pelas autoridades.”

O local do primeiro encontro do grupo é o mesmo local escolhido para a realização da III Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, no ano de 1979, em que os bispos da CNBB lançaram suas raízes na esfera política do Continente. Neste momento, em que é realizado o Sínodo da Amazônia, há uma forte investida entre os bispos da teologia da libertação e a esquerda política, para desestabilizar os governos não alinhados e fortalecer a agenda globalista na América Latina.

A criação do Grupo de Puebla é uma tentativa de enfrentamento ao Grupo de Lima, que acusou formalmente o Foro de São Paulo. O Grupo nasce logo após à aprovação de uma resolução, divulgada no dia 23 de setembro, dos ministros das Relações Exteriores dos Estados Partes do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar) que reconhece a “ameaça representada pelo regime ilegítimo de Nicolás Maduro à segurança e estabilidade do Hemisfério”.

O objetivo da resolução é “levar os países a investigar e levar à justiça pessoas do governo de Maduro vinculadas à guerrilha ligada ao tráfico de drogas ou terrorismo ou quem for responsável por violações de direitos humanos, corrupção e lavagem de dinheiro […] e evitar que a Venezuela continue sendo território livre para atividades ilícitas e criminosas, que constituem graves ameaças à segurança regional, além de castigo sistemático ao povo venezuelano”, diz a nota sobre a resolução.

A criação do Grupo de Puebla impulsiona a guerra híbrida lançada pela esquerda na América Latina. A Organização do Foro de São Paulo não deixou de existir, apenas criou uma nova frente de ação. Foro de São Paulo e Grupo de Puebla são as duas entidades que comandam a militância esquerdista e pretendem levar o caos aos países onde os governos não estão alinhados à agenda de esquerda.

Ainda neste domingo, dia 20, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, falando em programa de TV estatal e referindo-se aos protestos que ocorrem no continente, declarou para sua militância:

“Foro de São Paulo, posso dizer da Venezuela, que estamos cumprindo o plano vitorioso”

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, exilado nos EUA, divulgou nota no último sábado, dia 19, acusando o Foro de São Paulo de produzir as ações que desencadearam os violentos protestos.


Desde 1990 a esquerda centraliza suas diretrizes e comandos a partir do Foro de São Paulo, Organização criada por Lula e Fidel Castro. Tal Organização era a maior fonte de receitas para a manutenção da ditadura cubana. Foi através das reuniões do Foro de São Paulo que surgiram os nomes dos candidatos esquerdistas que venceram as eleições presidenciais na quase totalidade dos países da América Latina.


O filósofo Olavo de Carvalho foi um dos primeiros a denunciar a criação dessa Organização, que permaneceu mais de quinze anos no anonimato, com o silêncio cúmplice da grande mídia.

Já em 2006, Olavo de Carvalho afirmava:

“é claro que houve ocultação deliberada do Foro de São Paulo e, uma vez vazado o segredo, um esforço proposital de abafar o escândalo por meio de evasivas, desconversas e novas ocultações. Essas duas etapas da fraude se evidenciaram, respectivamente, no sumiço completo do site do Foro de São Paulo logo após eu começar a divulgar trechos das atas de suas assembléias, e na nota oficial do PT, assinada por seu assessor de imprensa Giancarlo Summa, que afirmava ser o Foro apenas um inofensivo centro de debates, sem intuito decisório, afirmativa que desmenti, com provas cabais, em artigo publicado em O Globo em 19 de outubro de 2002”

A subordinação que o Partido dos Trabalhadores (PT) e outros partidos concedem ao Foro de São Paulo é motivo para cancelamento de estatuto desses partidos. A Lei 9.096 de 19 de Setembro de 1995, conhecida como Lei dos Partidos Políticos, prevê que se ficar comprovado a subordinação de qualquer partido político a qualquer entidade ou a governo estrangeiro, deve-se cancelar tanto o registro civil como o estatuto do partido. Apesar disso, tanto o PT quanto outros partidos subordinados ao Foro de São Paulo, nunca receberam qualquer ação jurídica de inconstitucionalidade.