Monumento aos mortos na Intentona comunista 
Praia Vermelha - Rio de Janeiro - RJ

Por Ney de Oliveira Waszak Cel _ 22 de novembro de 2015
A sanha comunista no Brasil inicia em 1908, quando foi criada a Confederação Operária Brasileira (COB), que provocava greves e fazia propaganda contra o serviço militar. A partir da revolução Russa de 1917, a COB passa a agir contra o governo Federal, e em 1922 é criado o Partido Comunista Brasileiro (PCB), negando a Nacionalidade Brasileira, surgem, com a finalidade em subverter a ordem, a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e a Federação Sindical, obrigando ao Presidente Arthur Bernardes a decretar Estado de Sítio.
A Intentona Comunista de 1935 no Brasil, tentou, usando o engodo, como em todo mundo,.para a cooptação do povo brasileiro numa revolta comunista. Luís Carlos Prestes, em 1931, vai a União soviética, para aprender comunismo e como se comportar, para a revolução armada, ao retornar assume a direção do PCB.

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Luís Carlos Prestes e Olga Benário -Trechos do livro A verdade Sufocada- A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça - autor Carlos Alberto Brilhante Ustra

Nos seus primeiros anos, o PCB foi envolvido por inúmeras crises e não definiu a sua linha política. Mesmo assim, a atividade clandestina deu-lhe relativo sucesso na infiltração e recrutamento nas Forças Armadas.

Entre 1924 e 1927, Prestes percorreu o Brasil na chamada “Coluna Prestes” ou “A Grande Marcha”. Essa marcha comandada, na realidade, por Miguel Costa, pregava a luta armada contra a política viciada da época, objetivando a deposição do presidente Artur Bernardes. A repercussão do movimento fez de Prestes um dos mais respeitados líderes entre os tenentes. Nessa época, ele era um revolucionário em busca de uma ideologia.

O idealismo do Movimento Tenentista (1922-1928), ao longo do tempo, foi manipulado. Com isso, o PCB conseguiu a simpatia de militares como Mau­rício Grabois, Jéfferson Cardin, Giocondo Dias, Gregório Bezerra, Agliberto Vieira de Azevedo, Dinarco Reis, Agildo Barata e Luís Carlos Prestes. Muitos desses voltariam a ter atuação destacada nos períodos anterior e posterior à Contrarrevolução de 1964.

No início de 1930, o prestígio do então capitão Luís Carlos Prestes, exilado na Argentina, ainda era grande. Em maio desse ano, começou a abraçar a idéia de uma revolução agrária e antiimperialista e rompeu com seus companheiros de coluna. Angariou simpatia no meio comunista, exatamente pela sua parti­cipação no movimento militar que marchou pelo interior do País, nos tempos do Movimento Tenentista. Encontrou, então, uma ideologia para seu espírito revolucionário. Em maio de 1931, declarou-se, publicamente, comunista e, em novembro do mesmo ano, desembarcou na União Soviética, a fim de aprimorar seu doutrinamento político.

Em Moscou, fez curso de liderança e capacitação marxista-leninista, sendo nomeado membro do Comitê Executivo do Komintern. Por transformar-se em um fanático comunista, deixando de lado os sentimentos nacionalistas, Prestes recebeu do Komintern a incumbência de chefiar a ação armada no Brasil. O plano deveria ser executado de forma rápida e eficaz, não dando tempo neces­sário ao governo para reagir.

Prestes retornou ao Brasil, em 1935, já como presidente de honra da Aliança Nacional Libertadora. Veio por Nova York, com o nome de Antônio Vilar e tra­zia, “de fachada”, como esposa, Maria Bergner Vilar, na verdade Olga Benário.

De família judia, Olga nasceu em Munique, Alemanha. Com quinze anos, filiou-se a uma organização comunista clandestina, passando a fazer parte da Juventude Comunista Alemã. Presa, por duas vezes, em sua terra natal, fugiu para a União Soviética, onde cursou a Academia Militar da Rússia. Tornou-se, na realidade, uma profissional do serviço secreto militar russo, assumindo a Secretaria de Agitação e Propaganda de sua base operária. Exerceu funções internacionais, com o encargo de escolher novos dirigentes para a organização comunista. Usou, entre outros, os nomes de Ana Baum, Frieda Wolff Beherendt, Ema Kruger, Olga Meirelles, Olga Begner e Olga Sinek. Era especializada em espionagem.

Treinada para obedecer aos chefes, disciplinada, jamais saindo da linha proposta pelo partido, foi, antes de tudo, um fantoche à disposição do Exér­cito Vermelho. Cumprindo sempre, cegamente, as determinações, deixou seu marido russo B. P. Nikitin, em dezembro de 1934, para acompanhar Prestes que voltava ao Brasil.

Mitificar as figuras de Luís Carlos Prestes e Olga, criando um clima de paixão entre os dois e apresentá-los como heróis brasileiros é insensatez, falsidade e cinismo. Prestes teve a incumbência de chefiar a ação armada no Brasil. O plano era impulsionar o movimento vermelho na América do Sul. Olga tinha a missão de fazer sua segurança e, juntamente com ele, desencadear a revolução comunista brasileira. 

Em março de 35 foi criada a Aliança Nacional Libertadora (ALN), sob a liderança de Prestes, e seu mote foi o antagonismo ao nazi-fascismo e sua bandeira foi a reforma agrária, e com tal fantasia conseguiu muitos adeptos, principalmente por causa do rumo do processo político iniciado em 1930, quando Getúlio Vargas, pela força das armas assumiu o governo central.

Intentona Comunista ( Página 49  do livro A verdade Sufocada 18ª reedição)

23/11 a 27/11/1935

Em 11 de julho de 1935, o governo Vargas decretou a extinção da ANL e de outras organizações de cunho marxista-leninista. Embora se­tores mais esclarecidos da sociedade reagissem às principais atividades desenvolvidas pelos comunistas - infiltração, propaganda e aliciamento - e o Brasil não estivesse preparado para uma revolução, os dirigentes da Internacional Comunista não pareciam se preocupar com tais fatos. O Komintern exigia ação. O grupo chefiado por Luís Carlos Prestes tinha a missão de implantar no Brasil uma ditadura comunista. Ordens vieram de Moscou para que o PCB agisse o mais rápido possível. Luís Carlos Prestes concordou com o desencadeamento do movimento armado que vitimou centenas de civis e militares.

Os recursos de Moscou, para o financiamento da revolução, eram desti­nados a Celestino Paraventi, velho conhecido de Prestes no Café Paraventi, na Rua Barão de Itapetininga, em São Paulo.

A polícia, convencida de que o dinheiro vinha pelo Uruguai, jamais descobriu. Paraventi recebia as remessas regularmente, por sua conta no Banco Francês e Italiano. Próspero industrial e muito rico, Paraventi movimentava grandes somas de dinheiro e se correspondia com o mundo inteiro, sem despertar suspeitas.

O movimento deveria eclodir, simultaneamente, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Por erro de interpretação de um código, a insurreição começou, pre­maturamente, no dia 23 de novembro de 1935, em Natal, quando dois sargentos, dois cabos e dois soldados do 21º Batalhão de Caçadores (21º BC), cerca de 300 homens da extinta Guarda Civil e poucos civis assu­miram o controle da cidade. Foram três dias e três noites de violência e terror. Saques, estupros e arrombamentos foram a tônica das ações desencadeadas pelos revoltosos.

“Vencida a resistência da polícia, a cidade ficou à mercê de uma verdadeira malta que, acéfala, passou a saquear desordena­damente os estabelecimentos comerciais e bancários. Na manhã de 24, sob a alegação de ter sido aclamado pelo povo, um inci­piente “Comitê Popular Revolucionário” era dado como governo instituído e entrava em pleno exercício de mandato. O primeiro ato desse comitê foi a ordem de arrombamento dos cofres dos bancos, das repartições federais e das companhias particulares para financiar a revolução.”

(Jornal Inconfidência - Belo Horizonte: 27/11/2004 - Grupo Inconfidência - E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

O governador do Rio Grande do Norte refugiou-se no Consulado Italiano e o Consulado Chileno recebeu outras autoridades.

A rebelião foi debelada, depois de quatro dias, pela polícia da Paraíba, juntamente com o 20º Batalhão de Caçadores (20ºBC) de Alagoas.

Os revoltosos foram presos e responderam, perante a Justiça, por 20 mortes.

Em Pernambuco, o movimento teve início dia 24 de novembro, pela manhã, quando um sargento, comandando um grupo de civis, invadiu a Cadeia Pública e roubou o armamento dos policiais.

No Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, o sargento Gregório Bezerra, na tentativa de roubar o armamento do quartel, feriu o tenente Aguinaldo Oliveira de Almeida e assassinou o tenente José Sampaio Xavier.

Os revoltosos tentaram tomar o Quartel General da 7ª Região Mi­litar e outras unidades do Exército, mas não o conseguiram, porque a antecipação do movimento em Natal prejudicou a surpresa e colocou a guarnição federal em alerta.

As Delegacias de Polícia de Olinda, Torre e Casa Amarela também foram atacadas por centenas de civis e alguns revoltosos.

A reação partiu do 29º Batalhão de Caçadores (29ºBC), em Socorro, a 18 km de Recife, auxiliado pelas forças federais de Alagoas e Paraíba e pela Polícia Militar de Pernambuco. Esse foi o mais sangrento de todos os levantes.

O número de mortos chegou a algumas centenas. O historiador Glauco Carneiro em Histórias das Revoluções Brasileiras, volume II, página 424, escreveu:

“... dos três levantes comunistas de 1935, foi o de Pernambuco o mais sangrento, recolhendo-se 720 mortos só na operação na frente de Recife.”

Em 26 de novembro, o presidente Vargas, ciente da gravidade da situação, decretou o estado de sítio em todo o País, após autorização do Congresso Nacional.

No Rio de Janeiro, a insurreição eclodiu no momento marcado, dia 27 de novembro, às duas horas da madrugada, na Escola de Aviação, no Campo dos Afonsos.A verdade sufocada 

Segundo o plano, dominada a Escola de Aviação, as células comunistas de outros quartéis deveriam se insurgir, enquanto Prestes daria ordens aos civis, aliciados pelo Partido Comunista, para começar os combates de rua.

Apesar da rigorosa prontidão militar, a ação dos revoltosos, comandados pelos capitães Agliberto Vieira de Azevedo e Sócrates Gonçalves da Silva, teve êxito, inicialmente na Escola de Aviação. O tenente-coronel Eduardo Gomes, que fora ferido, resistiria heroicamente no 1º Regimento de Aviação.

O comandante da Guarnição da Vila Militar, general-de-brigada José Joaquim de Almeida, desencadeou, rapidamente, a reação, controlando o levante.

O capitão Armando de Souza Melo e o tenente Danilo Paladini foram mortos pelo capitão Agliberto Vieira de Azevedo e pelo tenente Ivan Ramos Ribeiro. O mesmo capitão Agliberto assassinou também o tenente Benedicto Lopes Bragança, depois de preso e desarmado.

No Rio de Janeiro, no 3º Regimento de Infantaria (3ºRI), na Praia Vermelha, o capitão Agildo Barata Ribeiro, que estava preso no Quartel, auxiliado pelo tenente Francisco Antônio Leivas Otero, aliciara inúmeros militares, formando uma célula comunista entre os oficiais e praças da unidade. Portanto, foi fácil para eles iniciar a rebelião na hora marcada. Às duas horas da manhã, apagaram-se as luzes. A escuridão favoreceu os amotinados que, assim, não podiam ser identificados. O tiroteio foi intenso e alguns militares que se opunham aos comunistas morreram ainda dormindo.

A ação determinada dos capitães Alexânio Bittencourt e Álvaro da Silva Braga impediu o sucesso comunista no Quartel da Praia Vermelha.

Pela manhã do dia 27 de novembro, o 3ºRI estava cercado pelo Batalhão de Guardas (BG), pelo 2º Batalhão de Caçadores (2º BC) e pelo 1º Grupo de Obuses. Às 13 horas, atendendo a uma intimação do general Eurico Gaspar Dutra, os rebeldes se renderam.

O movimento, se vitorioso, teria duas fases. Na primeira, seria organi­zado um governo popular de coalizão. Na seguinte, viriam os sovietes, o Exército do Povo e a hegemonia dos comunistas.

Derrotados, mudaram o estilo, a técnica e a forma de atuar, mas não se afastaram, jamais, dos seus desígnios de implantar no Brasil um governo marxista-leninista.

Como a direção do PCB não fora atingida, ela continuaria a agir, na clandestinidade e de forma mais cautelosa, visando à instituição de um Governo Popular Nacional Revolucionário.

Na Praça General Tibúrcio, na Praia Vermelha, Rio de Janeiro, foi er­guido um monumento em homenagem aos mortos pelos comunistas, em 27 de novembro de 1935.

Relação dos oficiais, sargentos, cabos e soldados do Exército Brasileiro mortos pelos comunistas:

Abdiel Ribeiro dos Santos - 3º sargento

Alberto Bernardino de Aragão - 2º cabo

Álvaro de Souza Pereira - soldado

Armando de Souza Mello - major

Benedicto Lopes Bragança - capitão

Clodoaldo Ursulano - 2º cabo

Coriolano Ferreira Santiago - 3º sargento

Danilo Paladini - capitão

Fidelis Batista de Aguiar - 2º cabo

Francisco Alves da Rocha - 2º cabo

Genaro Pedro Lima - soldado

Geraldo de Oliveira - capitão

Gregório Soares - 3º sargento

Jaime Pantaleão de Moraes - 2º sargento

João de Deus Araújo - soldado

João Ribeiro Pinheiro - major

José Bernardo Rosa - 2º sargento

José Hermito de Sá - 2º cabo

José Mário Cavalcanti - soldado

José Menezes Filho - soldado

José Sampaio Xavier - 1º tenente

Laudo Leão de Santa Rosa - 1º tenente

Lino Vitor dos Santos - soldado

Luiz Augusto Pereira - 1º cabo

Luiz Gonzaga - soldado

Manoel Alves da Silva - 2º cabo

Manoel Biré de Agrella - 2º cabo

Misael Mendonça - tenente-coronel

Orlando Henrique - soldado

Pedro Maria Netto - 2º cabo

Péricles Leal Bezerra - soldado

Walter de Souza e Silva - soldado

Wilson França - soldadoA verdade sufocada - 53

Em 1989, a filha do capitão Danilo Paladini deu o seguinte depoi­mento:

“Vi, tive em mãos, cuidadosamente guardada para mim por minha mãe, a farda que meu pai vestia quando foi morto. Ali estava nítida, a marca do tiro que pelas costas lhe penetrara o pulmão, saindo pelo coração.”

As famílias dos mortos pelos comunistas, tanto civis como militares, jamais receberam qualquer indenização.

A família de Luís Carlos Prestes, que teve a patente de capitão cassada, em abril de 1936, por ter liderado a Intentona Comunista, foi indenizada pela Comissão de Anistia e recebe a pensão equivalente ao posto de gene­ral-de-brigada, além de R$ 180.000,00 de atrasados, segundo O Globo de 20/05/2005, 1ª página.

As famílias dos vitimados pelos seguidores de Prestes não tiveram tratamento semelhante do atual governo. As pensões não são as correspon­dentes aos postos que eles alcançariam se não tivessem sido assassinados no cumprimento do dever.

Mitificar as figuras de Luís Carlos Prestes e Olga, criando um clima de paixão entre os dois e apresentá-los como heróis brasileiros é insensatez, falsidade e cinismo. Prestes teve a incumbência de chefiar a ação armada no Brasil. O plano era impulsionar o movimento vermelho na América do Sul. Olga tinha a missão de fazer sua segurança e, juntamente com ele, desencadear a revolução comunista brasileira.

Olga morreu em um campo de concentração nazista, após ter sido deportada do Brasil, no governo Vargas. Por ironia do destino, sua vida teve fim pela cruedade de um regime tão bárbaro quanto aquele para o qual tanto se dedicou.

Viveu para servir à extrema esquerda e morreu sob o tacão da extrema direita.

Fontes:

- Jornal Inconfidência - Edição histórica - 27/11/2004 - Belo Horizonte

- E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

- SOUZA, Aluísio Madruga de Moura e. Guerrilha do Araguaia - Re­vanchismo.

Fontes:

- Agência Estado. Aedata - William Waack.

- SOUZA, Aluísio Madruga de Moura e. Guerrilha do Araguaia - Revanchismo.

  

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