Por que o Doi – Codi foi criado
Por Joseita brilhante Ustra
Se o autor das linhas publicadas na coluna Radar da Revista Veja- " Nem a viúva de Ustra adere ao novo AI-5 de Bolsonaro"  tivesse alguma intenção de mostrar ao leitor o motivo e como foi criado o necessário Doi-Codi, a  matéria teria mais interesse para o público em gera e dessa maneira, os esclareceria de muitos exageros surgidos, com a concessão de indenizações milionárias -  nos governos esquerdistas - concedidas aos  membros de organizações subversivo-terroristas que criaram uma verdadeira guerrilha no país.

Vejamos, o governo Federal, tendo o General José Canavarro Pereira, comandante do então II Exército e seu chefe de Estado Maior General Ernani Ayrosa da Silva, preocupados com a escalada de terrorismo em São Paulo e com a falta de coordenação entre as instituições que combatiam os inúmeros  atos criminosos, que não eram comuns antes dessa década, decidiram realizar  em  junho de 1969 no Quartel General uma reunião de todos os Órgãos de Segurança.

Resultado dessa reunião: no dia 27 de junho de 1969 foi criada a OPERAÇÃO BANDEIRANTE, o que proporcionou uma melhor coordenação na luta contra a guerrilha urbana que crescia dia a dia com assaltos, ataques a quartéis, sequestros de diplomatas e aviões, atentados a bombas e ataques a carros da Polícia Cívil de São Paulo.
Mas, as organizações terroristas aumentavam e a guerrilha já não era apenas uma preocupação para São Paulo, pois tornava-se rapidamente temida pela  população que enfrentava assaltos a bancos com mortes, tiroteios nas ruas e uma  insegurança constante.

Mais preocupada com a violência e os ataques de surpresa, por um inimigo desconhecido, posteriormente, em setembro de 1970, a Presidência da República elaborou uma Diretriz Presidencial de Segurança Interna, o que possibilitou a criação dos Centros de Operações de Defesa Interna e em 28/09/1970, foi criado o Doi-Codi. 

Na mesma ocasião o comandante da Operação Bandeirante Ten Coronel Waldyr Coelho foi destituído do cargo e, em seguida no dia 29/09/1970, o Major Carlos Alberto Brilhante Ustra foi designado para o cargo de Comandante do DOI-Codi do II Exército, cargo que exerceu até meados de dezembro de 1973. Quando entrou em férias e trânsito para ser instrutor na Escola de Nacional de Informações-ABIN.

 


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