Em Xangai o principal índice teve queda de 7,72%, a maior em quatro anos; ações de commodities tiveram perdas e investidores retiraram US$ 393 bilhões do mercado
Jornal da Cidade - 3 FEV 2020
Na volta do feriado do ano-novo lunar, investidores retiraram US$ 393 bilhões do principal índice da Bolsa chinesa, abandonando ações ligadas a commodities, com o temor de disseminação do coronavírus e seu impacto econômico.

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Na Bolsa de Xangai a queda foi de quase 8%, a maior desvalorização em apenas um dia em mais de quatro anos. O yuan ultrapassou a marca de US$ 7. Os contratos de petróleo, minério de ferro, cobre e commodities negociados em Xangai registraram quedas acentuadas, acompanhando a queda nos preços globais.

O golpe ocorreu mesmo quando o banco central chinês fez sua maior injeção de dinheiro no sistema financeiro desde 2004 e apesar dos aparentes movimentos regulatórios para conter as vendas de ações.

O número total de mortes na China por coronavírus aumentou para 361. No último dia de funcionamento dos mercados chineses antes do feriado, no dia 23 de janeiro, eram 17 mortes pela doença.

O novo vírus criou alarme porque está se espalhando rapidamente, muito sobre ele é desconhecido, e a resposta drástica das autoridades provavelmente arrastará o crescimento econômico.

Mais de 2.500 ações caíram no limite diário de 10%. O Shanghai Composite fechou em queda de 7,7%, depois de ter perdido 9% no início do pregão. O Shenzhen Composto perdeu 8,41%.

O Banco Popular da China (PBOC) disse em nota publicada após o fechamento do mercado que a queda das ações tem elementos irracionais ou mesmo de pânico, desencadeados pelo comportamento do rebanho.

Pequim também disse que ajudaria as empresas que produzem bens vitais a retomar o trabalho o mais rápido possível, informou a emissora estatal CCTV.

Cidades como Wuhan, onde o vírus se originou, permanecem em confinamento e a China enfrenta um crescente isolamento internacional. Os analistas estão começando a suspeitar que o impacto será mais profundo do que o causado pelo surto da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) em 2003.

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