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Categoria: Notícias
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Chefe do COR:'Se chover aqui como em São Paulo, fique em casa'
Centro de Operações se mobiliza diante de expectativa de temporal nas próximas horas
Luiz Ernesto Magalhães
O Globo 0 10/02/2020 - 15:29 / Atualizado em 10/02/2020 -
RIO — O chefe executivo do Centro de Operações da prefeitura do Rio (COR), Alexandre Caderman, fez um apelo à população na tarde desta segunda-feira . Diante do risco do Rio registrar nas próximas horas chuvas tão intensas quanto as observadas em São Paulo, por causa da chegada de uma frente fria, que acompanhe as condições meteorológicas. E conforme a situação adie seus compromissos e só saia de casa se for estritamente necessário. Desde a noite de domingo, a capital paulista já registrou 114 milímetros de chuva. No Rio, a expectativa é que possa começar a chover forte entre a noite de hoje e a madrugada de amanhã.



Por volta das 15h30, alguns bairros já observavam chuvas intensas. Santa Cruz já havia atingido o índice de 40 milímetros, Cidade de Deus 25,2, Alto da Boa Vista 18,6 e Barra 17,0 em uma hora.

O monitoramento é feito por radares que identificam a chegada de nuvens de chuva. Mas os modelos matemáticos empregados pelos meteorologistas ao analisar as imagens dos equipamentos não permitem informar com precisão qual será o volume exato de chuvas.

— Uma chuva com a mesma intensidade pode até não acontecer. Mas estamos no Verão. Se o volume for igual, vamos ter problemas. Haverá alagamentos. A recomendação é que o carioca acompanhe o noticiário e as redes sociais do Alerta Rio e do Centro de Operações. Se a situação de São Paulo se repetir aqui fique em casa — acrescentou Carderman.

Ao longo desta segunda-feira, equipes da Comlurb e da Secretaria de Infraestrutura, Urbanismo e Conservação circularam por alguns dos principais corredores de tráfego efetuando uma limpeza preventiva de ralos e bueiros em pontos que tradicionalmente tem problemas. Às 15h20 a cidade entrou em estágio de atenção — o terceiro de uma escala de cinco níveis. No início da noite, equipes serão posicionadas em corredores viários para tentar desobstruir bolsões d’água. O horário de entrada do turno da manhã de terça-feira também será antecipado.

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— A prioridade será desobstruir os corredores de tráfego em direção ao Centro, que tem o maior volume de tráfego pela manhã — explicou Alexandre Caderman.

As chuvas de verão ocorrem no Rio em um momento em que o estado ainda tem 414 mil pessoas morando em áreas de risco apenas nas sete cidades mais atingidas pelas enchentes de 2010 e 2011, como mostrou o GLOBO em janeiro.Deste total, 57 mil estão na capital, em 218 áreas de risco, onde há 164 sirenes e 39 pluviômetros. O município diz que, ano passado, gastou R$ 80 milhões em ações de prevenção de chuvas, e promete investir R$ 312 milhões em 2020 em contenção de encostas, pavimentação de ruas, limpeza do sistema de drenagens e dragagem de rios