Por Ari Cunha - Correio Braziliense

O interesse do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra é a morte. A comemoração deixa de ser fúnebre para ser de agitação. O chamado massacre de Carajás é tratado com escândalo. Vinte e dois agricultores protestavam contra a reforma agrária. Fecharam a estrada PA-150. Ninguém passava. Caminhões com safras foram retidos. Nisto, a Polícia Militar é chamada. Era necessário desobstruir a estrada. O serviço começou. Não houve tiros. Os revoltosos começaram a jogar pedras e paus nos policiais. Criou-se o tumulto. O comandante da Polícia mandou soldados recuar. Quando estavam em debandada de costas, evitando as agressões, ficaram encantoados na carroçaria de uma carreta. Não havia por onde fugir. E os revoltosos foram se chegando. Duzentos soldados seriam sacrificados barbaramente. Parados e encostados no caminhão. O comandante ordena reação a tiros. Nas cidades, são tiros para o ar. Amedrontar. Mas a raiva era tanta que os ataques de pau, foice, enxada não pararam. Nessa hora a ordem de comando foi atirar. Dezenove revoltosos morreram. Assim se evitou o massacre de 200 policiais. Fotos e gravações da TV mostram o fato. Se houver contestação, publicaremos.

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