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Categoria: Política Externa
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Efeito coronavírus ! Executivo federal avalia fechar a fronteira de Roraima com a Venezuela
Martelo será batido com o consentimento de Bolsonaro
Augusto Fernandes - Correio Braziliense 15/03/2020

O governo federal estuda a possibilidade de fechar a fronteira de Roraima com a Venezuela. O pedido, do governador do estado, Antonio Denarium (sem partido), ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi analisado em reunião,nesta sexta-feira, dia 13, na Casa Civil, do grupo interministerial criado para avaliar o avanço do coronavírus no Brasil.

Durante a semana, Mandetta já tinha dito que a nação vizinha é a “única que realmente dá preocupação”. “A Venezuela não tem sistema de vigilância. Não sei o que acontece lá”, frisou o ministro, em sessão na Câmara. Nesta sexta-feira, a Venezuela confirmou os dois primeiros casos da Covid-19.

AVAL – Por enquanto, porém, não há nenhuma decisão oficial do governo brasileiro de impedir a entrada de venezuelanos. O martelo será batido apenas com o consentimento do presidente Jair Bolsonaro. Enquanto isso, parlamentares de Roraima reforçam o pedido ao Palácio do Planalto.

“Precisamos, urgentemente, fechar as fronteiras, segurar fronteira, segurar na entrada para que ela (pandemia do coronavírus) não entre em nosso estado e em nosso país”, afirmou o senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que participou do encontro entre Denarium e Mandetta.

Ele destacou que “em Roraima, estamos, já há muito tempo, numa situação em que a saúde precisa urgentemente de apoio, porque não estamos conseguindo atender os brasileiros e os venezuelanos que já residem lá”.

PANDEMIA – “Nós não temos condições de suportar essa pandemia lá em Roraima. Temos mais de 100 mil venezuelanos nas nossas ruas. O nosso sistema de saúde já está carcomido, já está ruim”, argumentou.

“Se tivermos essa pandemia, se chegar o coronavírus com a força que ele chega a todos os países, certamente será desastroso para o Brasil e para o estado de Roraima.”

IMPACTOS – Da reunião de sexta-feira participaram ministros de 12 pastas, como o próprio Mandetta e Paulo Guedes, da Economia. “Cada ministério apresentou os impactos em suas áreas e o que necessitam executar e articular com os demais ministérios ou congêneres”, afirmou o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros.

“As medidas preventivas e de monitoramento foram intensificadas, sendo coordenadas pelo Ministério da Saúde junto às Secretarias de Saúde dos estados e municípios”, acrescentou.

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