O indiciamento aconteceu no inquérito que investigava no âmbito eleitoral as doações da empreiteira Odebrecht. Diretor da empreiteira disse ter repassado R$ 2 milhões, via caixa 2, à campanha de Alckmin. O ex-tesoureiro do PSDB Marcos Monteiro também foi indiciado.
Por Bruno Tavares, TV Globo - 16/07/2020

O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, no debate da Rede Globo — Foto: Reprodução

O Candato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, no debate da Rede Globo — Foto: ReproduçãO ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) foi indiciado pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16) pela suspeita de três crimes: lavagem de dinheiro, caixa dois eleitoral e corrupção passiva. O ex-tesoureiro do PSDB Marcos Monteiro também foi indiciado.
O indiciamento aconteceu no inquérito que investigava no âmbito eleitoral as doações da empreiteira Odebrecht.

O Inquérito já está no Ministério Público de São Paulo que tem três opções: decidir pelo arquivamento da denúncia contra o ex-governador e o ex-tesoureiro ou também pedir novas diligências para que que a polícia aprofunde algum ponto da investigação.

Alckmin começou a ser investigado em 2017 depois da colaboração premiada da Odebrecht.

Em depoimento aos procuradores da Lava Jato na época da investigação, Carlos Armando Paschoal, então diretor da empreiteira em São Paulo, disse que, durante um encontro, recebeu das mãos de Alckmin um cartão de visita do cunhado dele, Adhemar Ribeiro.

Paschoal disse ter repassado R$ 2 milhões, via Caixa 2, para a campanha de Alckmin ao governo de São Paulo, em 2010. E que o responsável por controlar os pagamentos era o cunhado de Alckmin.

Os delatores também disseram que houve um segundo pagamento, em 2014, no valor de cerca de R$ 8 milhões, na campanha de Geraldo Alckmin à reeleição ao governo de São Paulo.

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