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Categoria: Política interna
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Mas, ela ressaltou que ficou livre para decidir.

“O partido nacional, sequer, colocou sua opinião nessa questão. Deixou, mais uma vez, que a professora Dayane Pimentel, como presidente estadual do partido, deliberasse da forma que achasse mais viável e eu tomei a decisão de seguir neutra, porque não quero ser uma contribuinte desse resultado”, frisou.

E completou:

"Não estou à venda, não aceito nenhuma secretaria... Infelizmente, só temos duas opções: continuar com o prefeito Colbert Martins, que é ineficiente, ou apostar no novo nome. Infelizmente, esse novo nome é o do deputado Zé Neto, antagônico nosso. E, por isso, eu me mantive neutra e liberei os meus correligionários para que eles apoiassem o candidato que acreditam ser o melhor para a nossa cidade e isso se chama democracia.... Estarei depositando o meu voto em branco ou nulo e uma coisa posso adiantar: em Colbert, eu não votarei”, garantiu, deixando no ar uma certa imprecisão.

Apesar de que esse é o primeiro mandato da ex-professora, Dayane parece que já se adequou a alguns hábitos dos seus colegas. Questionada se teve um encontro secreto com o governador Rui Costa (PT-Bahia), na semana passada, para “costurar” o apoio a Zé Neto, ela também negou, veementemente, o encontro e acusou o outro lado.

“As especulações para atingir minha figura estão a todo vapor. O fato de eu votar contra Colbert tem causado grande aflição no grupo desse prefeito. Até encontro secreto providenciaram. Não preciso me encontrar de forma secreta com ninguém para manter meus posicionamentos públicos. O grupo de Colbert não tem mais narrativa para inventar”.

A professora Dayane é uma velha conhecida do Palácio do Planalto. Apesar de na campanha de 2018, ter pedido apoio a Bolsonaro; em outubro de 2019, ela rompeu com o presidente. A quebra da aliança se deu após o vazamento de um áudio dela, durante uma reunião de deputados do PSL, em que ela tecia críticas contra o Planalto por tentar “obrigar” os integrantes da legenda a votar no deputado federal Eduardo Bolsonaro, para a liderança do partido na Câmara Federal.