“Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia.” (Gen Walter Pires) 

COMO? 

Por Ernesto Caruso, 19/11/2006

            “Estaremos sempre solidários com aqueles…” Como, Ministro? Como, Excelência? Como, General? Diga p’ra nós...Alma ilustre, nos ilumine.

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O compromitente e autor da expressão do epíteto devia saber o como fazer, já que célebre ficou a frase atribuída ao Presidente Figueiredo — Chame o Pires  — diante das crises efervescentes; homem de extrema confiança, firme nas decisões e posições, um líder que deixou um rastro de dignidade, um nome para a História que não estava brincando, nem blefando quando se pronunciou em nome da Instituição, fez um juramento, estendeu uma capa protetora aos que “cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia”.  Dele não partiriam palavras soltas, pusilânimes.

Solidário... Solidário....Solidário.... Está bem...somos solidários, V. Excia. que não está mais entre nós, o senhor, você, você e você, eu também, conclusão: nós somos solidários. Mas, palavras, palavras e somente palavras não resolvem. O passo seguinte se impõe. Há que se criar barreiras que impeçam a progressão sobre a pessoa do Cel Ustra, ações efetivas de demonstração de força e de não aceitação a qualquer tipo de condenação, venha de onde vier, por afronta às regras da anistia.

Em Brasília programaram um almoço de desagravo. Viva! Isto é uma ação.

O dia 27 de novembro está aí a nos fazer lembrar de 1935. É uma grande oportunidade de reunião em torno do ideal democrático pelo qual morreram companheiros de farda, assassinados pelos mesmos seguidores das doutrinas comunistas que mais mataram na história da humanidade e hoje agridem um que não só os enfrentou em combate, vencendo-os, como um bom, devotado e humano soldado, mas que ousou submeter à opinião pública a sua versão dos fatos. Isto a camarilha não engole, não admite. Eles podem tudo, até receber as indenizações pelo terrorismo que praticaram, pelos assaltos que fizeram, pelo dinheiro que repartiram.

Mas, Ministro Walter Pires, general de fibra, diga o como fazer .   

Uma convocação feita pelo Exército ao Cel Ustra para novamente vestir-lhe a farda que honrou e anunciar à sociedade que o defenderá em qualquer circunstância, não poria um ponto final nessa perseguição?

Não restabeleceria o brio, não elevaria o moral dos seus integrantes acuados e desprestigiados pelos vencidos, torpes ao extremo que querem mais um pouco do sangue vivo, como desprezíveis vampiros, que não se contentaram com o do Tenente PM Alberto Mendes Júnior que lhes respingou no corpo sujo em Registro ao ter o seu crânio esfacelado impiedosamente por coronhada de fuzil?

As solenidades do dia 27 não teriam um significado importante como ponto de reação? Outros almoços e assembléias não seriam necessários?

Se os generais se reunissem e cobrassem do Comandante do Exército atitude franca e combativa, não seria uma ação positiva? Será que o Cmt não os receberia?

O que mais precisamos fazer? Já que os vários grupos manifestaram solidariedade, assim como os presidentes dos Clubes Militar e da Aeronáutica, como entendido, além de civis, inclusive da imprensa, contestando a ação contra o Cel Ustra, que um dia defendeu a Bandeira republicana e democrática que nesta data se comemora, cujo vermelho admissível é o do sangue dos heróis e não do comunismo internacionalista.

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