EDITORIAL - Jornal de Brasília 
O bizarro incidente em que se envolveu agora a presidiária Suzane von Richtofen, a jovem que participou do assassinato da mãe e do pai, chama uma vez mais a atenção para a fragilidade da legislação penal brasileira.  As acusações feitas por ela ao promotor encarregado do caso surgem , por suspeita com coincidência nas proximidades da data em que se discutirá a sua libertação.
 
 
Sim, por incrível que pareça já entra em pauta a libertação de uma assassina  confessa, condenada pelo Judiciário a pena extremamente elevada, por participar de um dos mais bárbaros crimes já perpetrados no Brasil. Com seu namorado e o irmão dele, Suzane imaginou, planejou e cometeu o assassinato dos pais, o que foi reconhecido pelo Judiciário. Sua responsabilidade foi confirmada por mais de um tribunal em grau de recurso.
 
Passados poucos anos, porém, já está em condições de reclamar o cumprimento de prisão fora das penitenciárias, por força da absurda legislação brasileira, aparentemente mais preocupada em evitar a superlotação de presídios do que em punir e ressocializar. Suzane poderá então reclamar a herança das próprias vítimas.
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