Carlos Lamarca07/12/1970

As organizações terroristas pretendiam “incendiar” o País na semana do primeiro aniversário da morte de Marighella (4 de novembro). Para isso, entre outras ações, programaram três seqüestros simultâneos. Um em São Paulo, outro no Rio de Janeiro e o terceiro no Nordeste. Seriam pedidos em troca dos seqüestrados duzentos presos. Atuariam “em frente” formada pela VPR, ALN, MR-8, PCBR e MRT (Movimento Revolucionário Tiradentes).

Texto completo

Com a morte, em 23 de outubro, de Joaquim Câmara Ferreira (Toledo ou Velho), um dos líderes da ALN, as organizações que formariam a “frente” desistiram da execução dessas ações. A VPR que, sozinha, não tinha condições de realizar os três seqüestros, optou apenas por um, o do Rio de Janeiro, e começou os preparativos.

Seis carros foram roubados para a ação.

No dia 7 de dezembro de 1970, por volta das nove horas, na Rua Conde de Baependi, no bairro Laranjeiras, o embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, foi seqüestrado pela VPR.

Às 8h45, o embaixador saiu em seu carro Buick, dirigido pelo motorista Ercílio Geraldo, tendo ao seu lado o agente da Polícia Federal Hélio Carvalho de Araújo, destacado para segurança do diplomata. Sozinho, no banco traseiro, o embaixador.

Após descer a ladeira do Parque Guinle, o carro do diplomata, que fazia o trajeto de sempre, entrou na Conde de Baependi. O Aero Willys bege, dirigido por Alex Polari Alverga (Bartô), arrancou e bateu na frente esquerda o Buick. O motorista tentou desviar para a direita, mas foi surpreendido por um Volks azul, dirigido por Inês Etienne Romeu (Alda), que deu marcha à ré e bloqueou o carro do embaixador.

Enquanto isso acontecia, um Volks vermelho, dirigido por Maurício Guilherme da Silveira (Honório), deslocou-se para a retaguarda do carro seqüestrado, onde parou e levantou o capô, simulando uma pane.

Nesse momento, Carlos Lamarca abriu a porta onde estava o segurança Hélio Carvalho de Araújo e deu-lhe dois tiros nas costas, que o atingiram na coluna e o levaram à morte no dia 10 de dezembro.......

Lamarca que desertou como capitão, depois de roubar as armas do 4º RI , quartel onde servia,depois de morto, deixou sua família indenizada e amparada com a pensão de Coronel , posto que supostamente, segundo a Comissão de Anistia,  ele poderia alcançar se não tivesse desertado.

Porque será que a mesma  comissão  não se preocupou com  a família de Hélio Carvalho de Araújo ? E os Direitos Humanos procuraram saber como ficaram seus pais, seus filhos, sua viúva ?

.Leia mais em A Verdade Sufocada-  A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça

Comentários  
#1 adfadfd 22-05-2013 12:32
Não estamos vivendo democracia, mas uma ditadura disfarçada.

Dos 24 ministros do Estado(quem ocupa a função se é um deles), quem vai ser o cidadão corajoso? Executivo, Legislativo e Judiciário certamente não vão fazer nada. Como percebido pelo site observatório conservador, Cabe à um desses 24, se perceberem que é o caso do artigo subsequente:

Art. 4o A Força Nacional de Segurança Pública poderá ser empregada em qualquer parte do território nacional, mediante solicitação expressa do respectivo Governador de Estado, do Distrito Federal ou de Ministro de Estado. (Redação dada pelo Decreto nº 7.957, de 2013)

link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5289.htm

:P
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