Zero Hora
Venezuela é principal aliado de Zelaya, que promete voltar hoje ao seu país

Em meio ao aumento da pressão internacional e à intensificação das manifestações internas, o novo governo de Honduras, instalado depois do golpe militar de 28 de junho, entrou de vez em conflito com a Venezuela. Honduras deu ontem um prazo de 72 horas para os diplomatas venezuelanos em Tegucigalpa e demais funcionários abandonarem o país, sob a acusação de “ameaças de uso da força e intromissão em assuntos internos”. Os venezuelanos, porém, dizem que não vão se retirar, por considerar ilegítimo o novo governo.

 

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A expulsão foi anunciada em carta enviada pela vice-chanceler Martha Casco ao embaixador da Venezuela, Armando Luna. Além do pessoal diplomático, foram expulsos os responsáveis pelos setores administrativo e técnico. Ao mesmo tempo, os funcionários da embaixada de Honduras já estão deixando Caracas. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é o principal aliado de Manuel Zelaya, presidente deposto de Honduras.

Ontem, Zelaya caracterizou como “guerra civil” o que ocorre em seu país e responsabilizou o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas hondurenhas, general Romeo Vásquez, caso venha a ser morto. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele afirmou que regressará hoje a Honduras, por volta das 10h (13h em Brasília), partindo por terra da Nicarágua. O presidente deposto já tentou uma vez retornar ao país por avião, em 5 de julho, mas foi impedido pelo governo interino.

Líderes mundiais pedem o retorno de Zelaya ao poder. O presidente interino, Roberto Micheletti, porém, está irredutível. Diz que Zelaya só voltará se for para responder a processo pelas ilegalidades que supostamente cometeu.

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