A nossa bandeira, jogada ao chão no Congresso Nacional... como ter esperança de que um lugar assim resgatará os princípios democráticos verdadeiros ?

Por Osmar José de Barros Ribeiro
Enquanto a América Espanhola fragmentava-se em repúblicas, na sua maior parte de quase nula expressão, o Império do Brasil afirmava-se como potência regional, a um tempo temida e respeitada pelos vizinhos. Por sorte, em 1808, Napoleão Bonaparte forçara a transmigração da família real portuguesa para nossas plagas. Dessa forma, deixávamos de ser uma simples colônia e, mais tarde, ao nos tornarmos independentes, o poder central teve forças para garantir a unidade do País.

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Cumpre assinalar que sempre, em qualquer situação, o interesse nacional foi considerado ponto de honra pelos nossos governantes, devendo vir antes e acima de quaisquer outras considerações, fossem elas quais fossem. No entanto, a partir da “era Collor”, assistimos ao descaso com que são tratados temas tão candentes quanto unidade territorial e o respeito a Tratados livremente assinados com outros países.

Vivemos novos tempos!

O internacionalismo vem sendo a marca registrada dos governos pós “anos de chumbo” e, na raiz das preocupações dos novos dirigentes, está a defesa daqueles princípios esposados pelo Foro de São Paulo, organização de índole comunista, criada pelo agonizante ditador cubano Fidel Castro Ruz, em associação com o então líder sindical Luiz Inácio, hoje presidente do Brasil.

Se, no passado, tínhamos orgulho do nosso poder e da nossa influência em terras sul americanas, hoje os governantes brasileiros parecem querer nivelar-se por baixo, envergonhados por sermos um país de dimensões continentais, habitado por gente que comunga da mesma língua, da mesma História e dos mesmos sonhos e ideais de grandeza.

Quando, pelo esforço do nosso povo, podemos tratar em pé de igualdade os grandes do mundo, quando os valores da democracia crescem entre nós (em que pese a corrupção que grassa como erva daninha nos altos escalões políticos da República), os dirigentes nacionais fazem praça de um igualitarismo absurdo e incompreensível, ao buscarem alinhar o Brasil com o que de mais atrasado, política e economicamente, existe na face da Terra.

Cedemos, de forma vergonhosa, às pressões externas e permitimos a criação de verdadeiros enclaves representados por reservas indígenas, de área superior à da maioria dos países europeus, em particular na Amazônia Brasileira e já agora no sul do Estado do Mato Grosso do Sul.

Nosso presidente considera o histriônico Hugo Chávez um verdadeiro democrata esquecendo-se, de forma muito conveniente, estar se referindo a um virtual ditador que, a pouco e pouco, garroteia o povo venezuelano e busca dominar economicamente o maior número de países, enquanto prega um estranho “socialismo do século XXI” que segue, não por acaso, os mesmos passos do caminho inaugurado por Fidel Castro, o moribundo ídolo de ambos, para instalar o comunismo em Cuba.

Os dirigentes de nações vizinhas expropriam empresas nacionais, exigem a alteração do texto de Tratados livremente assinados, impõem absurdas e prejudiciais exigências tarifárias aos nossos produtos de exportação e a nada reagimos, sempre cedemos, com a desculpa de sermos grandes e fortes e eles, os países vizinhos, pequenos e fracos. 

Condenamos a ação dos democratas hondurenhos, mas nos omitimos quanto à violenta repressão iraniana aos que divergem dos aiatolás dominantes; o presidente brasileiro alinha-se, com evidente alegria, a toda uma vasta gama de ditadores africanos, enquanto nossa diplomacia mostra-se insatisfeita com o fato do governo colombiano, no exercício de um direito seu, ceder o uso de bases militares aos aliados norte-americanos.

Em verdade, o problema está em que a quase totalidade dos atuais governantes sul americanos é, direta ou indiretamente, ligada ao Foro de São Paulo, sendo que Lula, um dos seus sócios fundadores, preside o governo brasileiro. Destarte, fica mais fácil entender a razão de todas as concessões que o Brasil vem fazendo aos vizinhos, ainda que com prejuízo aos superiores interesses da Nação.

Devemos, assim, estar alerta quanto às estratégias desenvolvidas pelos conhecidos seguidores do credo vermelho para atingir seu objetivo principal, qual seja instalar no continente a União das Repúblicas Socialistas da América Latina (URSAL). Nesse sentido, vários passos já foram dados, tais como a criação do PARLASUL, da UNASUL e a luta para incluir a Venezuela no MERCOSUL.

É bem provável que tentem, mais à frente, convencer-nos de que isso nos tornaria a todos mais fortes, na ilusão de que a soma de várias fraquezas redunde em fortaleza.

Aceitaremos isso? Afinal, que País é este?

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