Por Eurico de Lima Figueiredo
COORDENADOR DO NÚCLEO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS DA UFF- JB-Online

A notícia de que a Venezuela acelerará a compra de armamentos para se opor à instalação de bases norte-americanas na Colômbia, implica em dupla leitura e uma consequência, do ponto de vista brasileiro.

 

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A primeira está em consonância com a estratégia de marketing político global que vem sendo utilizada por Chávez. A escalada armamentista visaria chamar a atenção da mídia internacional para sua pretensão de liderar as aspirações das nações do continente em face da ingerência dos EUA em assuntos da região. Serviria também ao desfocamento dos problemas venezuelanos, servindo para retirar da ordem do dia o problema das armas suecas que teriam ido parar nas mãos da Farc.

A segunda leitura, mais preocupante, poderia supor que tal escalada, tornando-se incontrolável, poderia levar a conflagração entre a Venezuela e a Colômbia, contando esta última com a eventualidade da assistência militar dos EUA.

A consequência de tal situação de beligerância em tais proporções traria inquietação à região e exigiria do Brasil, que possui amplas fronteiras com ambos, posição protagonista no sentido diplomático e, exarcebando-se os acontecimentos, até mesmo no sentido militar.
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