Os baderneiros ocupam a portaria central do Ministério da Fazenda e exigem o desbloqueio de R$ 800 milhões que esta no orçamento da união, dizem que o dinheiro não sai por culpa do Ministro da Fazenda
Para tumultuar ainda mais o clima em Brasília, chegou a vez dos - Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), invadirem e ocuparem desde a manhã desta terça-feira a portaria central do Ministério da Fazenda, impedindo a entrada e saída dos funcionários. 
 
 

Revoltado porque no fim da tarde, o juiz da 1ª Vara Federal Alaor Piacini expediu ordem de reintegração de posse, um dos representantes do Sem Terra, João Paulo Rodrigues, comentou:

- Enquanto existem fazendas que demoram até 15 anos para serem desocupadas, a Justiça concede um despejo em menos de 10 horas.


Segundo ele, os trabalhadores rurais aguardam apenas uma resposta do chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, sobre a definição do horário de uma audiência pedida pelo movimento, para desocupar o local.

De acordo com o ministro da Justiça, Tarso Genro, a Polícia Federal negocia com os sem-terra para a desocupação do prédio.

 

 Desde segunda-feira, integrantes do MST e de grupos filiados à Via Campesina acampam em Brasília para cobrar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva os compromissos que assumiu em 2005, quando recebeu integrantes de movimentos sociais que haviam marchado de Goiânia até a capital federal. Os militantes deverão ficar acampados até o dia 19.

Segundo o MST, uma parte significativa das famílias acampadas está à beira de estradas desde 2003. Eles querem o assentamento das 90 mil famílias acampadas pelo país e o investimento em habitação, infra-estrutura e produção de 45 mil famílias que estão assentadas apenas no papel.

Segundo a organização do movimento, o protesto, ocorre também em prédios do ministério em outras três capitais.

 

O MST informou que os sem-terra estão concentrados em frente ao Ministério da Fazenda porque o movimento acredita que o ministro Guido Mantega é o responsável pelo remanejamento de verbas do orçamento, incluindo os recursos destinados à reforma agrária.

 

 

A agenda de Mantega previa apenas despachos internos pela manhã em seu gabinete, mas ele teve que trabalhar em outro local depois que os manifestantes ocuparam a portaria central do ministério.

O clima é de tranquilidade, porém mais cedo quem tentou entrar no prédio foi barrado e empurrado. Com foices nas mãos, os manifestantes gritavam palavras de ordem: "ou sai reforma agrária ou paramos o Brasil".

A Polícia Militar estima que cerca de 4 mil pessoas participam do protesto, que toma toda a Esplanada do Ministérios.

Os manifestantes reivindicam o desbloqueio de R$ 800 milhões do orçamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para este ano. Eles também querem a convocação de uma reunião de ministros da área econômica para discutir a destinação de verbas para a reforma agrária.

Alguns trabalhadores exibem cartazes com frases como: "Urgente: Lula, não corte o orçamento da reforma agrária".

Quem paga essa despesa do deslocamento e hospedagem de quatro mil pessoas irem a Brasília para fazer um protesto?

Por que a Polícia não entra e retira os desocupados que não está deixando um ministério fundamental do país, funcionar ?


 

 

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