Editorial - Jornal de Brasília 
Foi um ato de força, embora regimental, a manobra que impediu a criação  da CPI para investigar repasses federais a ONGs que servem de testas de ferro para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. Após conferir o número de assinaturas do requerimento de criação da CPI, técnicos da Mesa Diretora confirmaram que apenas 168 parlamentares mantiveram o apoio à comissão.

Faltavam três para atingir o mínimo necessário para que a comissão fosse instalada. Claro. Dos 210 deputados e senadores que assinaram o pedido da criação da CPI, 42 retiraram o seu apoio à comissão. Atenderam a pressões do Executivo.

O problema está em que a investigação é necessária, senão imprescindível. Há provas de que o MST é mantido pelo repasse de verbas públicas, ou seja, de todos os contribuintes. ONGs contratadas para prestar determinados serviços, como ensino ou treinamento, transferem o dinheiro aos caciques do MST, que por sua vez, mantêm seus exércitos com ela. Só uma CPI teria instrumentos para apurar a dimensão dessa fraude, pois o MST sequer conta com personalidade jurídica, em manobra para organizar e acionar livremente as milícias.

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